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Posts Tagged ‘Curitiba’

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Nossa relação com materiais recicláveis é ampla, geral e irrestrita.

Inicia com os livros que são retirados de estantes silenciosas e chegam a novos leitores. Passa pela restauração de caixas de frutas com as quais transportamos e expomos os livros em nossos pontos de leitura. Está presente na colocação de pontos de leitura nos barracões do Ecocidadão aqui em Curitiba e na confecção de sacolas retornáveis usando banners usados.

Honrando essa convicção, estivemos presentes no Pimp My Carroça, um evento que busca valorizar o carrinheiro, o catador de material reciclável que tira o lixo de nossas ruas todos os dias, num trabalho exaustivo e incansável. Eles são 15000 só aqui em Curitiba e, segundo eles próprios, invisíveis e pouco respeitados. Participamos dessa ação que impressionou pela eficiência e dedicação de tantos jovens que acreditam que podem mudar o mundo, e realmente arregaçam as mangas e fazem acontecer.

Durante um dia inteiro, são oferecidos aos carrinheiros atendimento médico, odontológico e oftalmológico, além de  cabelereiro, manicure e massagista. Para os cachoros, veterinário. Para as crianças, brinquedos e atividades. Almoço em restaurante perto da praça, música e, principalmente, atenção, muita atenção. Os carrinhos chegam e passam por um processo de recauchutagem total, da funilaria à decoração, com novos pneus e itens de segurança como espelhos retrovisores e adesivos para visibilidade noturna. E visibilidade é tudo o que eles querem. Querem que seu trabalho seja valorizado, que não sejam vistos como estorvos do trânsito, mas como os agentes ambientais que realmente são.

Para a Freguesia foi um prazer estar lá, levando livros e testemunhando esse movimento que uniu mais de 500 jovens voluntários em um dia de valorização dessas pessoas que fazem tanta diferença no nosso ambiente. A gente sai de lá com uma sensação de que tudo tem conserto.

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Luana virou o ícone do dia, com seis filhos ela trabalha duro catando material reciclável todos os dias. Aqui, o antes e depois do seu carrinho.1392010_432770683495735_1122538104_n

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Fotos próprias e de Marina Tortelli, Brian Baldrati e Nina Vilas Boas Fotografias

Um vídeo que explica a ideia:

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A Freguesia do Livro teve a sorte e a honra de estar entre 20 iniciativas sociais selecionadas pelo  Projeto Legado , resultado de uma parceria entre o escritório de advocacia Marins Bertoldi, da INK e do Instituto grpcom. Recebemos deles uma capacitação que nos levou a uma maior organização, foco e  competência. Vamos otimizar a coleta e a entrega de livros e ter caixas mais práticas para nossos pontos de leitura. Vamos incentivar a leitura na nossa comunidade e onde nossos braços e sonhos alcançarem.

A outra boa notícia é que o Projeto Legado iria escolher, entre as 20 iniciativas capacitadas, cinco para receber o investimento para as ações necessárias. E a Freguesia do Livro foi uma delas! Somos 4 amigos e voluntários e… espalhadores de livros, pois acreditamos no poder transformador da leitura.

Estamos felizes. Estamos gratos. E realizados por agora fazer parte de uma rede formada pela Freguesia e mais 19 iniciativas sociais de Curitiba, um grupo de pessoas que, com pequenas ou grandes ações, faz alguma coisa para mudar o mundo e são, para nós, fontes constantes de inspiração. Frutos do Projeto Legado.

Deixamos aqui nosso agradecimento pela confiança depositada. Temos certeza de que o amor pelos livros e a consciência de que a educação é determinante no desenvolvimento de um país, contaram a favor do nosso movimento literário.

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A I Festa da Freguesia do Livro aconteceu e foi linda! A chuva tentou sabotar, mas a literatura brilhou no Galpão Thá Cultural. Escritores curitibanos leram trechos de suas obras para adultos e crianças. Falaram sobre suas preferências literárias e sua relação com os livros.

Crianças fizeram dobraduras e ilustrações. Sorteios de livros e toys animaram a tarde. Contação de histórias e pipoqueiro. Música e fotografia. Um tambor personalizado recebia livros doados e artigos da Freguesia estavam à venda. De tudo e mais um pouco. Só alegrias!

A festa foi um sucesso porque contamos com a preciosa ajuda de Luci Collin na realização e com o apoio e participação de Marcelo Sandmann, Marilia Kubota, Alvaro Posselt, Ricardo Corona, Assionara Souza, Severo Brudzinski, Carlos Machado, Alexandra Barcellos e Marilza Conceição. Origamis de Gogó Guarinello e ilustrações de Mari Ines Piekas. Emanuela Siqueira da Igreja do Livro Transformador, Daniel Zanella do Jornal Relevo, Edison Kruger do Instituto História Viva, Cintia Scoriza. Fotógrafa Bianca Muzzillo, toys da Shofarkids/ Marcus Matumoto. Editora Inverso, Gustas na personalização do tambor e os jovens Luane, Larissa, Cesar e Bernardo recepcionando os convidados. Regina Nakid e Marines Araújo nas vendas e Sandra Martins na divulgação das ações da Freguesia na TV cedida pela Claro. BelPress Comunicação, Galpão Thá Cultural e, desde o começo, Norma e Lucia Müller, da Voilà.

Festa e leitura. Em breve, repetiremos a dose. Aguarde!

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Fotografias de Bianca Muzzillo e algumas contribuições de Sandra M. Martins.

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Mais informações sobre o caminho dos livros que recebemos em doação. Veja o primeiro resumo de 2013 aqui.

Em dezembro/12 e abril/13: uma livre distribuição de livros na Utfpr – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – os alunos puderam escolher livros para seu lazer. Muito bacana. Veja mais aqui.

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A mesma coisa foi feita no Centro Universitário Claretiano. Livros das áreas de cursos que a universidade oferece chegando direto para quem pode aproveitar.

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Um supermercado no Bacacheri – Curitiba. Agora o Supermercado Gasparin tem livros para seus 80 funcionários no refeitório.

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Marcia nos encontrou pela internet e solicitou livros para duas iniciativas diferentes: para a biblioteca do Instituto Arayara de Educação para a Sustentabilidade e para a Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul do Grande Oriente do Brasil, no laboratório de um curso de informática gratuito para pessoas carentes da comunidade do Uberaba e demais regiões. E lá foram os livros!

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Silvanira pediu livros para Matinhos, litoral do Paraná, relativamente perto de Curitiba. Um parente veio buscar e pronto: livros para uma mini biblioteca numa associação de moradores da Comunidade Eldorado.
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Foz do Iguaçu também recebeu livros da Freguesia e dessa vez também pelas mãos da Tatiana, que abraçou a causa e resolveu fazer uma Freguesia por lá. Arrecadou livros, pintou caixas e levou para um centro de hemodiálise. Já colaborou até para mais um ponto de leitura, no Hotel Del Rey.
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Ajudamos em mais uma organização de biblioteca. Dessa vez foi na instituição De Mãos Unidas, onde uma caixa nossa já estava disponível para as crianças na hora do recreio.
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A Norma surgiu em nossas vidas no começo da Freguesia doando alguns livros. Em seguida, indicou nosso trabalho para uma pousada, onde agora temos uma caixa de livros para os hóspedes. Ela promove ações culturais e nos leva junto, o que achamos ótimo! Assim, já estivemos com ela na Quadra Cultural, evento que acontece em Curitiba promovido por um bar e que mobiliza muita gente.
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Agora ela nos apoia no Galpão Cultural Thá que, enquanto prepara a construção de um edifício, resolveu agitar o centro de Curitiba com atividades culturais bem variadas. E tem uma caixa de livros da Freguesia lá.
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Um grande Pedágio Literário feito no 2GET Sale nos trouxe muitos livros excelentes.

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E o Pedro nos mandou 3 caixas de livros do Recife!! Tem gente muito bacana nesse mundo!

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Livros que estarão, em breve, numa caixa perto de você!

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* esse é o depoimento de Thea Tavares, postado no Facebook. Gostamos e pedimos a ela para colocar aqui no blog. Ficamos muito felizes.

“Já era uma delícia frequentar a Frutaria São Francisco (R. Eça de Queiroz, esquina com rua Guaratuba), no bairro Ahú – Curitiba, para comprar frutas e verduras fresquinhas, frutas secas, cereais, mel e grãos, entre outros alimentos. Mas há pouco mais de dois meses, o comércio do Nenê e da Fátima virou parada obrigatória para quem tem fome de conhecimento e se dedica a devorar poesia, literatura, história e até contos de fadas. É que esse é exatamente o mesmo tempo em que a frutaria aderiu ao movimento curitibano lítero-libertário Freguesia do Livro.

A ideia é espalhar o hábito da leitura, além de incentivar a criação de pequenas bibliotecas e, dessa forma, disponibilizar livros ao alcance de todos. Assim como o artista tem de ir onde o povo está, os livros também são expostos à freguesia do Nenê na Frutaria São Francisco. É possível emprestar publicações, devolvê-las ou retribuir os volumes com livros em bom estado que se tem em casa. Uma verdadeira feira do escambo literário.

Achei um “Distraídos Venceremos”, de Paulo Leminski, “Papillon – O homem que fugiu do inferno”, de Henri Charrière, e dois clássicos do romantismo brasileiro, que viraram filmes e novelas de época na Televisão: “A Moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo, e “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães. Estes dois últimos me remetem ao antigo 2º grau e às fichas de leitura de preparação para o vestibular lá no final da década de 80.

Já estou separando os títulos que doarei para a biblioteca da frutaria São Francisco, até me saciar com as obras que trouxe de lá hoje. Quem vai adorar saber disso é a querida Elisabeth Lemes, da Galeriatrombini Trombini. Sobretudo porque os livros do Nenê estão dispostos em caixas plásticas de frutas e verduras e foi bem assim que começou o acervo da Galeria Trombini, que soma hoje 30 mil títulos e uma comunidade de 1.750 leitores assíduos na litorânea Morretes.

Ah, vale lembrar que, com esse endereço – R. Eça de Queiroz –, a frutaria do Nenê e da Fátima era mesmo predestinada a iniciativas literárias como a da Freguesia do Livro.

Parabéns a todos os envolvidos”!
Fotos: Thea Tavares.

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Pela segunda vez estivemos na Utfpr fazendo uma distribuição gratuita de livros para os alunos de lá. Dá gosto de ver algo em torno de 750 livros serem levados por pessoas que os escolhem, comentam entre si o que acham das obras, disputam um volume e negociam o repasse depois de lido.

De quebra, com os livros embaixo do braço, chegam em casa e pensam nos que têm parados em suas estantes e que podem entrar na nossa roda literária.

Um grande BookCrossing: livros que a Freguesia recebeu em doação, levados a universitários e encontrados por pessoas que saberão apreciar sua importância.

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Esse post participa do 6o BookCrossing Blogueiro, promovido pelo Luz de Luma. Gostamos de participar e concordamos plenamente que literatura precisa circular.

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Antes de começar a Freguesia do Livro, fomos tomar um café com o Alessandro Martins. Ele é o autor do blog Livros e Afins onde faz circular tudo o que tem a ver com esse tema. Ou seja, referência importante no cenário literário.

Ele apoiou a ideia, pois já fazia algo parecido e pioneiro na Bibliopote, aqui em Curitiba. As ideias de Alessandro são inspiradoras, a começar por esse elenco de motivos para doar livros que trouxemos diretamente do blog dele. Você pode ver o post na íntegra aqui: livroseafins.com

9 motivos para dar seus livros

Por Alessandro Martins/ Livros e Afins

Livros trazem dentro de si as vozes de homens e mulheres que muitas vezes atravessaram as décadas, os séculos, para chegar até nós. É a voz forte dessas pessoas, falando diretamente aos nossos ouvidos numa relação tão íntima, que ouvimos quando lemos tais páginas. Quando fechamos um livro e o mantemos na estante para o resto de nossas vidas, calamos essas vozes que mereciam ser ouvidas por mais pessoas.

É no que acredito.

Poucos são os livros que realmente precisamos manter em nossa posse.

  • Um livro antigo ou raro
  • Um livro com uma dedicatória especial, autografado ou que pertenceu a alguém que, para nós, é importante
  • Livros de consulta ou de referência, como dicionários ou literatura técnica usada com frequência para o exercício de um trabalho
  • Alguma outra situação de que não lembro no momento, mas acho que você entendeu

Livro não é enfeite

Livros não são enfeites ou troféus. Foram feitos para serem lidos. Não para serem exibidos como quem diz: “Veja! Veja! Quantos livros li! Veja como sou culto e inteligente”.

Aqueles livros de que mais gostamos são justamente os livros que devemos passar adiante. Afinal, se gostamos, por que não deixar outras pessoas gostarem deles também?

E, se elas não gostarem, poderão mais uma vez passar adiante o livro, num ciclo infinito até que ele chegue às mãos, aos olhos e aos ouvidos atentos de uma pessoa como você: a pessoa para quem o autor escreveu aquilo, como quem escreve uma carta destinada a atravessar o rio do tempo e do espaço.

Presentear, quando feito de coração, faz mais bem a quem presenteia do que a quem recebe. Na verdade, faz bem às duas partes.

Assim, considero que há diversos motivos para se presentear ou doar livros que estão em suas estantes, dos mais nobres aos mais práticos:

  1. Espaço: se você gosta de ler, novos livros devem chegar a todo instante a sua estante (rima involuntária). Por que não abrir caminho para os livros novos?
  2. Limpeza: livros (quando parados) juntam pó. Tenha mais tempo para ler e gaste menos tempo limpando estantes
  3. Simplificar: você já pensou em ter menos coisas e ter uma vida mais simples?
  4. Parar de se importar com empréstimos que não voltam: empreste e não fique sofrendo  por que eles não voltam. Ou não empreste.
  5. Colaborar com a leitura: frequentemente aqueles que mais reclamam de que o Brasil é um país que não lê, que livros são caros e outras chorumelas são aquelas pessoas mais sovinas com os seus livros, contribuindo com o baixo número de livros lidos por ano por pessoa
  6. Socializar suas preferências: quando seus amigos gostam dos mesmos autores que você ou compartilham dos mesmos gostos literários vocês têm mais sobre o que conversar. Dando livros de seus autores preferidos você contribui com esse ambiente
  7. Ser generoso: não é para bonito ou para dizer que você é generoso. A generosidade é uma qualidade que é um bem em si e quem já descobriu isso não tem como expressar. Por exemplo, a gratidão de um amigo que descobriu um novo autor graças a você não tem preço
  8. Exercitar o desapego: poucas coisas são realmente essenciais. E, embora eu ame livros, a posse dos livros não é uma delas. Os livros, seu conteúdo e seu objetivo de espargir ideias, sim, o são. Estamos partindo para um momento em que o ser é mais importante que o ter, as experiências mais importantes que as posses
  9. Manter a voz de seus escritores preferidos viva: já falei sobre isso no início do texto, mas julgo importante

Assim, minha sugestão é: doe e dê livros que estão em sua estante.

Escolha pelo menos metade deles e experimente o ato transformador que é fazer os livros voarem.

Escolha amigos adequados para livros adequados e presenteie.

Escolha a biblioteca ou iniciativa literária que melhor receberá essas obras, de maneira que eles cheguem ao maior número de pessoas possível.

 

E se você quiser coroar esse post com a leitura de belo texto de José Carlos Fernandes sobre a Bibliopote, acomode-se e entre aqui: Dois pães e um livro, por favor.

Imagem inicial daqui.

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