Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Curitiba’

537307_10153472105860441_1182873713_n

Nossa relação com materiais recicláveis é ampla, geral e irrestrita.

Inicia com os livros que são retirados de estantes silenciosas e chegam a novos leitores. Passa pela restauração de caixas de frutas com as quais transportamos e expomos os livros em nossos pontos de leitura. Está presente na colocação de pontos de leitura nos barracões do Ecocidadão aqui em Curitiba e na confecção de sacolas retornáveis usando banners usados.

Honrando essa convicção, estivemos presentes no Pimp My Carroça, um evento que busca valorizar o carrinheiro, o catador de material reciclável que tira o lixo de nossas ruas todos os dias, num trabalho exaustivo e incansável. Eles são 15000 só aqui em Curitiba e, segundo eles próprios, invisíveis e pouco respeitados. Participamos dessa ação que impressionou pela eficiência e dedicação de tantos jovens que acreditam que podem mudar o mundo, e realmente arregaçam as mangas e fazem acontecer.

Durante um dia inteiro, são oferecidos aos carrinheiros atendimento médico, odontológico e oftalmológico, além de  cabelereiro, manicure e massagista. Para os cachoros, veterinário. Para as crianças, brinquedos e atividades. Almoço em restaurante perto da praça, música e, principalmente, atenção, muita atenção. Os carrinhos chegam e passam por um processo de recauchutagem total, da funilaria à decoração, com novos pneus e itens de segurança como espelhos retrovisores e adesivos para visibilidade noturna. E visibilidade é tudo o que eles querem. Querem que seu trabalho seja valorizado, que não sejam vistos como estorvos do trânsito, mas como os agentes ambientais que realmente são.

Para a Freguesia foi um prazer estar lá, levando livros e testemunhando esse movimento que uniu mais de 500 jovens voluntários em um dia de valorização dessas pessoas que fazem tanta diferença no nosso ambiente. A gente sai de lá com uma sensação de que tudo tem conserto.

DSC03570

Luana virou o ícone do dia, com seis filhos ela trabalha duro catando material reciclável todos os dias. Aqui, o antes e depois do seu carrinho.1392010_432770683495735_1122538104_n

1378567_432773983495405_852529042_n

1380710_432774750161995_777278916_n

1459327_432773853495418_530840364_n

1455197_432773480162122_541074490_n

545906_432774170162053_788658114_n

1392055_10153472105305441_1585676144_n

1426455_432776133495190_1920752638_n

1465167_432774870161983_256008698_n

1395272_10153472106075441_85109703_n


1392937_595846927146290_635453018_n

1173670_595847487146234_1902940053_n

1394386_595851703812479_1842680358_n

1458526_595846747146308_1917637626_n

1452429_595846970479619_1814039244_n

DSC03607

DSC03606

DSC03638

DSC03560

DSC03604

Fotos próprias e de Marina Tortelli, Brian Baldrati e Nina Vilas Boas Fotografias

Um vídeo que explica a ideia:

Read Full Post »

IMG_1923

A Freguesia do Livro teve a sorte e a honra de estar entre 20 iniciativas sociais selecionadas pelo  Projeto Legado , resultado de uma parceria entre o escritório de advocacia Marins Bertoldi, da INK e do Instituto grpcom. Recebemos deles uma capacitação que nos levou a uma maior organização, foco e  competência. Vamos otimizar a coleta e a entrega de livros e ter caixas mais práticas para nossos pontos de leitura. Vamos incentivar a leitura na nossa comunidade e onde nossos braços e sonhos alcançarem.

A outra boa notícia é que o Projeto Legado iria escolher, entre as 20 iniciativas capacitadas, cinco para receber o investimento para as ações necessárias. E a Freguesia do Livro foi uma delas! Somos 4 amigos e voluntários e… espalhadores de livros, pois acreditamos no poder transformador da leitura.

Estamos felizes. Estamos gratos. E realizados por agora fazer parte de uma rede formada pela Freguesia e mais 19 iniciativas sociais de Curitiba, um grupo de pessoas que, com pequenas ou grandes ações, faz alguma coisa para mudar o mundo e são, para nós, fontes constantes de inspiração. Frutos do Projeto Legado.

Deixamos aqui nosso agradecimento pela confiança depositada. Temos certeza de que o amor pelos livros e a consciência de que a educação é determinante no desenvolvimento de um país, contaram a favor do nosso movimento literário.

IMG_1855

 

Read Full Post »

A I Festa da Freguesia do Livro aconteceu e foi linda! A chuva tentou sabotar, mas a literatura brilhou no Galpão Thá Cultural. Escritores curitibanos leram trechos de suas obras para adultos e crianças. Falaram sobre suas preferências literárias e sua relação com os livros.

Crianças fizeram dobraduras e ilustrações. Sorteios de livros e toys animaram a tarde. Contação de histórias e pipoqueiro. Música e fotografia. Um tambor personalizado recebia livros doados e artigos da Freguesia estavam à venda. De tudo e mais um pouco. Só alegrias!

A festa foi um sucesso porque contamos com a preciosa ajuda de Luci Collin na realização e com o apoio e participação de Marcelo Sandmann, Marilia Kubota, Alvaro Posselt, Ricardo Corona, Assionara Souza, Severo Brudzinski, Carlos Machado, Alexandra Barcellos e Marilza Conceição. Origamis de Gogó Guarinello e ilustrações de Mari Ines Piekas. Emanuela Siqueira da Igreja do Livro Transformador, Daniel Zanella do Jornal Relevo, Edison Kruger do Instituto História Viva, Cintia Scoriza. Fotógrafa Bianca Muzzillo, toys da Shofarkids/ Marcus Matumoto. Editora Inverso, Gustas na personalização do tambor e os jovens Luane, Larissa, Cesar e Bernardo recepcionando os convidados. Regina Nakid e Marines Araújo nas vendas e Sandra Martins na divulgação das ações da Freguesia na TV cedida pela Claro. BelPress Comunicação, Galpão Thá Cultural e, desde o começo, Norma e Lucia Müller, da Voilà.

Festa e leitura. Em breve, repetiremos a dose. Aguarde!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Fotografias de Bianca Muzzillo e algumas contribuições de Sandra M. Martins.

Captura de Tela 2013-06-18 às 18.54.37

Read Full Post »

Mais informações sobre o caminho dos livros que recebemos em doação. Veja o primeiro resumo de 2013 aqui.

Em dezembro/12 e abril/13: uma livre distribuição de livros na Utfpr – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – os alunos puderam escolher livros para seu lazer. Muito bacana. Veja mais aqui.

Captura de Tela 2013-04-18 às 17.57.08

DSC01565

A mesma coisa foi feita no Centro Universitário Claretiano. Livros das áreas de cursos que a universidade oferece chegando direto para quem pode aproveitar.

DSC01702

Um supermercado no Bacacheri – Curitiba. Agora o Supermercado Gasparin tem livros para seus 80 funcionários no refeitório.

DSC01661

Marcia nos encontrou pela internet e solicitou livros para duas iniciativas diferentes: para a biblioteca do Instituto Arayara de Educação para a Sustentabilidade e para a Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul do Grande Oriente do Brasil, no laboratório de um curso de informática gratuito para pessoas carentes da comunidade do Uberaba e demais regiões. E lá foram os livros!

Captura de Tela 2013-04-30 às 22.39.24

Silvanira pediu livros para Matinhos, litoral do Paraná, relativamente perto de Curitiba. Um parente veio buscar e pronto: livros para uma mini biblioteca numa associação de moradores da Comunidade Eldorado.
Captura de Tela 2013-04-30 às 23.00.46
Foz do Iguaçu também recebeu livros da Freguesia e dessa vez também pelas mãos da Tatiana, que abraçou a causa e resolveu fazer uma Freguesia por lá. Arrecadou livros, pintou caixas e levou para um centro de hemodiálise. Já colaborou até para mais um ponto de leitura, no Hotel Del Rey.
DSC03211
Ajudamos em mais uma organização de biblioteca. Dessa vez foi na instituição De Mãos Unidas, onde uma caixa nossa já estava disponível para as crianças na hora do recreio.
PicMonkey Collagema
A Norma surgiu em nossas vidas no começo da Freguesia doando alguns livros. Em seguida, indicou nosso trabalho para uma pousada, onde agora temos uma caixa de livros para os hóspedes. Ela promove ações culturais e nos leva junto, o que achamos ótimo! Assim, já estivemos com ela na Quadra Cultural, evento que acontece em Curitiba promovido por um bar e que mobiliza muita gente.
DSC01652
Agora ela nos apoia no Galpão Cultural Thá que, enquanto prepara a construção de um edifício, resolveu agitar o centro de Curitiba com atividades culturais bem variadas. E tem uma caixa de livros da Freguesia lá.
DSC0187a5
Um grande Pedágio Literário feito no 2GET Sale nos trouxe muitos livros excelentes.

DSC01971

DSC01981

E o Pedro nos mandou 3 caixas de livros do Recife!! Tem gente muito bacana nesse mundo!

DSC01962

DSC01963

Livros que estarão, em breve, numa caixa perto de você!

Read Full Post »

Captura de Tela 2013-04-30 às 23.24.54

* esse é o depoimento de Thea Tavares, postado no Facebook. Gostamos e pedimos a ela para colocar aqui no blog. Ficamos muito felizes.

“Já era uma delícia frequentar a Frutaria São Francisco (R. Eça de Queiroz, esquina com rua Guaratuba), no bairro Ahú – Curitiba, para comprar frutas e verduras fresquinhas, frutas secas, cereais, mel e grãos, entre outros alimentos. Mas há pouco mais de dois meses, o comércio do Nenê e da Fátima virou parada obrigatória para quem tem fome de conhecimento e se dedica a devorar poesia, literatura, história e até contos de fadas. É que esse é exatamente o mesmo tempo em que a frutaria aderiu ao movimento curitibano lítero-libertário Freguesia do Livro.

A ideia é espalhar o hábito da leitura, além de incentivar a criação de pequenas bibliotecas e, dessa forma, disponibilizar livros ao alcance de todos. Assim como o artista tem de ir onde o povo está, os livros também são expostos à freguesia do Nenê na Frutaria São Francisco. É possível emprestar publicações, devolvê-las ou retribuir os volumes com livros em bom estado que se tem em casa. Uma verdadeira feira do escambo literário.

Achei um “Distraídos Venceremos”, de Paulo Leminski, “Papillon – O homem que fugiu do inferno”, de Henri Charrière, e dois clássicos do romantismo brasileiro, que viraram filmes e novelas de época na Televisão: “A Moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo, e “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães. Estes dois últimos me remetem ao antigo 2º grau e às fichas de leitura de preparação para o vestibular lá no final da década de 80.

Já estou separando os títulos que doarei para a biblioteca da frutaria São Francisco, até me saciar com as obras que trouxe de lá hoje. Quem vai adorar saber disso é a querida Elisabeth Lemes, da Galeriatrombini Trombini. Sobretudo porque os livros do Nenê estão dispostos em caixas plásticas de frutas e verduras e foi bem assim que começou o acervo da Galeria Trombini, que soma hoje 30 mil títulos e uma comunidade de 1.750 leitores assíduos na litorânea Morretes.

Ah, vale lembrar que, com esse endereço – R. Eça de Queiroz –, a frutaria do Nenê e da Fátima era mesmo predestinada a iniciativas literárias como a da Freguesia do Livro.

Parabéns a todos os envolvidos”!
Fotos: Thea Tavares.

Read Full Post »

Pela segunda vez estivemos na Utfpr fazendo uma distribuição gratuita de livros para os alunos de lá. Dá gosto de ver algo em torno de 750 livros serem levados por pessoas que os escolhem, comentam entre si o que acham das obras, disputam um volume e negociam o repasse depois de lido.

De quebra, com os livros embaixo do braço, chegam em casa e pensam nos que têm parados em suas estantes e que podem entrar na nossa roda literária.

Um grande BookCrossing: livros que a Freguesia recebeu em doação, levados a universitários e encontrados por pessoas que saberão apreciar sua importância.

Captura de Tela 2013-04-18 às 17.52.44

Captura de Tela 2013-04-18 às 17.55.53

Captura de Tela 2013-04-18 às 17.57.08

Captura de Tela 2013-04-18 às 17.51.36

Captura de Tela 2013-04-18 às 17.51.58

Captura de Tela 2013-04-18 às 17.52.57

Captura de Tela 2013-04-23 às 21.52.49

Esse post participa do 6o BookCrossing Blogueiro, promovido pelo Luz de Luma. Gostamos de participar e concordamos plenamente que literatura precisa circular.

Captura de Tela 2013-04-23 às 21.59.58

Read Full Post »

Captura de Tela 2013-04-14 às 10.16.41

Antes de começar a Freguesia do Livro, fomos tomar um café com o Alessandro Martins. Ele é o autor do blog Livros e Afins onde faz circular tudo o que tem a ver com esse tema. Ou seja, referência importante no cenário literário.

Ele apoiou a ideia, pois já fazia algo parecido e pioneiro na Bibliopote, aqui em Curitiba. As ideias de Alessandro são inspiradoras, a começar por esse elenco de motivos para doar livros que trouxemos diretamente do blog dele. Você pode ver o post na íntegra aqui: livroseafins.com

9 motivos para dar seus livros

Por Alessandro Martins/ Livros e Afins

Livros trazem dentro de si as vozes de homens e mulheres que muitas vezes atravessaram as décadas, os séculos, para chegar até nós. É a voz forte dessas pessoas, falando diretamente aos nossos ouvidos numa relação tão íntima, que ouvimos quando lemos tais páginas. Quando fechamos um livro e o mantemos na estante para o resto de nossas vidas, calamos essas vozes que mereciam ser ouvidas por mais pessoas.

É no que acredito.

Poucos são os livros que realmente precisamos manter em nossa posse.

  • Um livro antigo ou raro
  • Um livro com uma dedicatória especial, autografado ou que pertenceu a alguém que, para nós, é importante
  • Livros de consulta ou de referência, como dicionários ou literatura técnica usada com frequência para o exercício de um trabalho
  • Alguma outra situação de que não lembro no momento, mas acho que você entendeu

Livro não é enfeite

Livros não são enfeites ou troféus. Foram feitos para serem lidos. Não para serem exibidos como quem diz: “Veja! Veja! Quantos livros li! Veja como sou culto e inteligente”.

Aqueles livros de que mais gostamos são justamente os livros que devemos passar adiante. Afinal, se gostamos, por que não deixar outras pessoas gostarem deles também?

E, se elas não gostarem, poderão mais uma vez passar adiante o livro, num ciclo infinito até que ele chegue às mãos, aos olhos e aos ouvidos atentos de uma pessoa como você: a pessoa para quem o autor escreveu aquilo, como quem escreve uma carta destinada a atravessar o rio do tempo e do espaço.

Presentear, quando feito de coração, faz mais bem a quem presenteia do que a quem recebe. Na verdade, faz bem às duas partes.

Assim, considero que há diversos motivos para se presentear ou doar livros que estão em suas estantes, dos mais nobres aos mais práticos:

  1. Espaço: se você gosta de ler, novos livros devem chegar a todo instante a sua estante (rima involuntária). Por que não abrir caminho para os livros novos?
  2. Limpeza: livros (quando parados) juntam pó. Tenha mais tempo para ler e gaste menos tempo limpando estantes
  3. Simplificar: você já pensou em ter menos coisas e ter uma vida mais simples?
  4. Parar de se importar com empréstimos que não voltam: empreste e não fique sofrendo  por que eles não voltam. Ou não empreste.
  5. Colaborar com a leitura: frequentemente aqueles que mais reclamam de que o Brasil é um país que não lê, que livros são caros e outras chorumelas são aquelas pessoas mais sovinas com os seus livros, contribuindo com o baixo número de livros lidos por ano por pessoa
  6. Socializar suas preferências: quando seus amigos gostam dos mesmos autores que você ou compartilham dos mesmos gostos literários vocês têm mais sobre o que conversar. Dando livros de seus autores preferidos você contribui com esse ambiente
  7. Ser generoso: não é para bonito ou para dizer que você é generoso. A generosidade é uma qualidade que é um bem em si e quem já descobriu isso não tem como expressar. Por exemplo, a gratidão de um amigo que descobriu um novo autor graças a você não tem preço
  8. Exercitar o desapego: poucas coisas são realmente essenciais. E, embora eu ame livros, a posse dos livros não é uma delas. Os livros, seu conteúdo e seu objetivo de espargir ideias, sim, o são. Estamos partindo para um momento em que o ser é mais importante que o ter, as experiências mais importantes que as posses
  9. Manter a voz de seus escritores preferidos viva: já falei sobre isso no início do texto, mas julgo importante

Assim, minha sugestão é: doe e dê livros que estão em sua estante.

Escolha pelo menos metade deles e experimente o ato transformador que é fazer os livros voarem.

Escolha amigos adequados para livros adequados e presenteie.

Escolha a biblioteca ou iniciativa literária que melhor receberá essas obras, de maneira que eles cheguem ao maior número de pessoas possível.

 

E se você quiser coroar esse post com a leitura de belo texto de José Carlos Fernandes sobre a Bibliopote, acomode-se e entre aqui: Dois pães e um livro, por favor.

Imagem inicial daqui.

Read Full Post »

Às vezes parecemos meio quietos, mas pode contar que livros continuam chegando e pontos de leitura continuam sendo montados pela Freguesia do Livro. Mostramos aqui nossas mais novas ações:

Depois de longa aventura, Ivonete recebeu livros para sua Associação de Moradores Jardim São Vicente, em Ponta Grossa/PR. Demorou, mas pelas fotos vimos que ficaram bem contentes. Mais livros estão partindo de Curitiba para lá essa semana.

De Ponta Grossa também veio importante ajuda Gráfica INPAG: doação de adesivos para colar nos livros. Eles são fundamentais para a divulgação de nossa corrente literária.

Para Abelardo Luz/SC, os astros conspiraram a favor da Freguesia e do acesso à leitura: numa conversa em um café, descobrimos que o pai do rapaz que nos servia um delicioso espresso no Cafezau, estava indo para… Abelardo Luz! Uma carona literária e Bruna recebeu seus livros para o  Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Veja as fotos e atente ao papel de parede feito com jornal. Não é perfeito? Reciclagem e leitura nas paredes!

Mais uma escola de yoga oferece uma caixa de livros para seus alunos. Dessa vez é o Ashram Montserrat.

Hostel BackPackers Curitiba. Essa foi por acaso. Passamos na frente, gostamos do jeito do hostel e ligamos para lá: “Que tal uma caixa de livros para seus hóspedes?”. Toparam na hora e os viajantes agora tem mais uma alegria naquele belo hotel.

Celin + Pousada Ribeirão das Pedras: reposição de livros, pois o sucesso foi retumbante.

Terra Verdi – Café Orgânico, no Shopping Itália, aqui em Curitiba. Claudio, o proprietário, ficou bem animado com a possibilidade de oferecer leitura e troca de livros para seus clientes. Já levamos até uma reposição de livros. O TerraVerdi tem um blog, visite para ver como vai indo a Freguesia do Livro por lá: www.organicosdobrasil.blogspot.com

Mercearia Café Slow Food, no Centro Cívico em Curitiba. Descobriu a Freguesia na internet, solicitou os livros e com eles começou um Canto da Leitura no restaurante. A proposta é um espaço agradável, uma sala para ler com um sofá confortável, trocas de livros, jogos para as crianças e conversas informais sobre livros lidos. Muito bacana.

Senai – CIC. Voltamos lá para mais uma distribuição gratuita de livros para jovens. Um público ávido para receber livros de diferentes estilos. Vale a pena ver a carinha da moçada encontrando livros que desejariam ter. Junto com a doação vai sempre a ideia: depois de ler, passe adiante. E veja lá na sua casa se não tem livros para doar também. Plantando sementes de boa leitura e desapego na cabeça de jovens.

O pedido de livros da Daniela tem praticamente a idade da Freguesia do Livro. Um dos nossos primeiros pedidos para fora de Curitiba, parecia de simples solução: ela tinha um amigo, o Juninho, que frequentemente faz o trajeto Curitiba-Cananéia/SP. Demorou, mas chegou. Juninho fez uma carona literária e os livros chegaram, levando literatura e lazer para o Sitio Bela Vista, um refúgio na Mata Atlântica.

Precisávamos mandar alguns livros para Brasília. Arriscamos ver se alguém podia levar uns livrinhos lá. E uma carona solidária se apresentou. Uma amiga, Patrícia, que se dispôs a mandar no malote diário de sua empresa de engenharia com obra por lá, um ou dois livros, até completar o pequeno acervo que queríamos enviar. Forças que se unem e chegam a um resultado tão bacana!

O Instituto Positivo nos chamou para fazer uma parceria com a equipe da Positivo Informática na sua Gincana Voluntária. A gincana se constitui de duas etapas, uma que promove o acesso à leitura e outra, a reciclagem. Participamos sugerindo algumas ideias e recebendo uma excelente doação de livros dos funcionários envolvidos na campanha e do Colégio Estadual Yvone Pimentel, estabelecimento de ensino escolhido pelo grupo para ter sua biblioteca reavivada. Achamos a ideia ótima: um movimento interno em empresas para a realização de ações sociais, com um toque de competição.

A Livrarias Curitiba também nos fez uma super doação. Livros que, juntamente com os da Positivo Informática e de cada um de vocês que nos doou poucos ou tantos livros, estão fazendo parte desse movimento lítero-libertário. Também aos doadores anônimos, que entregam livros em nossos pontos de coleta. Todos fazendo livros circularem, é disso que a Freguesia gosta.

Obrigado por fazerem parte dessa corrente!

Read Full Post »

A obra de Hélio Leites que veio morar na minha casa combina com nossa ligação com os livros.

Fui conquistada pelo “Rato de biblioteca”: um rato lendo, por trás dele uma escada que o leva à sabedoria. O rato mexe a cabecinha, ávido pelo livro (um mecanismo embaixo da caixa faz o ratinho mexer a cabeça). E aí Hélio pergunta: “Sabe por que o rato gosta desse livro? Porque é feito de queijo. Com criança é igualzinho. Você tem que dar o que ela gosta pra fazer ela se apaixonar pelo livro”. Sábio.

E já que a conversa é leitura, um vídeo feito aqui em Curitiba que fala desse apaixonante assunto.

Manual de leitura no ônibus | Vídeos | Gazeta do Povo.

Imagem frase inicial: daqui.

Post originalmente publicado em ArteAmiga.

Read Full Post »

A Freguesia está ficando espalhada e famosa. Você que nos acompanha, que doa livros, que cria pontos de leitura nos lugares que frequenta, faz parte dessa história.

Livros que andam por aí

Disseram que “tudo” ia parar na internet. Uns desmontaram suas bibliotecas. Outros reagiram criando espaços para a leitura.

30/09/2012 | 00:06 | DIEGO ANTONELLI E JOSÉ CARLOS FERNANDES

Aconteceu em 2009. Um grupo de moradores da Vila das Torres, zona de ocupação das mais antigas de Curitiba, se deu conta da quantidade de livros encontrados no lixo recolhido pelos carrinheiros. Estima-se que a reciclagem ocupe 30% dos cerca de 8 mil habitantes do local. Foi essa gente, a seu modo, que reuniu o primeiro milheiro de títulos, colocou numa sala emprestada por José Francisco Sanches, o Baleia, chamou as crianças para ver e se tornou um assunto sem fronteiras. A Biblioteca Comunitária da Vila das Torres virou um símbolo da cidade.

Pudera. Nesses tempos velozes em que muitos adiantaram que os livros de papel morreriam, os mesmos livros chamaram atenção para uma vila mais conhecida pelo noticiário policial. Comovidos, muitos levam cestas de romances e gibis até lá, engrossando o acervo que beira os 2,5 mil exemplares. A turma da Torres não ficou imune ao acontecido. Fala com orgulho da biblioteca.

Na balança

Analistas indicam os melhores espaços de leitura

A série Leitura na Prática perguntou a cinco especialistas o que faz de um espaço de leitura um espaço adequado. Foram consultados o arquiteto Manoel Coelho; a educadora Margareth Fuchs; a pesquisadora Elisa Dalla Bona; a biblioteconomista Suely Ferreira da Silva, e a presidente do Conselho de Biblioteconomia do Paraná, Marta Sienna.

“A biblioteca tem que ser algo encantador, onde as pessoas possam se encontrar, bater papo sobre os livros. Participar de projetos, de encontros com escritores”, observa Elisa Dalla Bona. Este é tom da conversa. Foi-se o tempo do silêncio de velório e dos livros guardados a chaves. Espaço que se preste à leitura garante a paz e a ordem, mas também dinamismo, estímulo e garantia de que ali nenhum dia é igual ao outro.

Entre os espaços citados pelos entrevistados como modelares se destacam a Biblioteca Pública do Paraná, pela grandeza do acervo e por garantir o encontro dos usuários com grandes autores; A Biblioteca da Universidade Positivo, que tem arquitetura arrojada e é aberta à comunidade vizinha; E a Biblioteca da Vila das Torres, símbolo da resistência da leitura na capital.

Curiosidades

Minibibliotecas pelas praças

Em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, foram instaladas pela Secretaria de Cultura cinco minibibliotecas pela cidade. O projeto funciona desde o dia seis de setembro. Cada minibiblioteca tem um acervo de 30 títulos, sendo 10 infanto-juvenil, 10 infantil e 10 de literatura adulta. Os acervos são verificados a cada 15 dias por funcionários da Divisão de Literatura, para avaliação dos pontos e possível renovação e reposição de acervo. Os empréstimos são realizados sem a burocracia habitual de preenchimento de fichas ou cadastros – funciona na base da confiança de que a pessoa irá devolver a obra.

As bibliotecas estão disponíveis na Praça João Paulo II (em frente à Câmara Municipal), na Praça Doutor Vicente Machado e na Praça São Vicente de Paulo. Também existem os espaços na Unidade de Saúde do Tupy e no Núcleo Integrado de Saúde (NIS III).

Informações pelo telefone da Divisão de Literatura: (41) 3905-6065.

Viagem literária

Em Avaré, no interior de São Paulo, há o projeto “Embarque nessa viagem”, idealizado pela prefeitura, que disponibiliza livros na rodoviária. A ideia do projeto é fazer com que o usuário aproveite o tempo de espera do ônibus para ler. A meta é incentivando o hábito da leitura. A atividade começou no mês de agosto e se manteve em setembro. Ela será realizada durante três dias dos meses de outubro, novembro e dezembro. A pessoa pode ler os livros no local, levar para a casa com devolução no mês seguinte ou, levar o livro sem precisar devolver, como doação.

Anatomia das bibliotecas

Iluminação. Um café. Um convite para quem entende dos livros dar uma palavrinha. Os espaços dedicados aos livros podem sim perder a sisudez e ganhar adeptos.

Analistas mostram como e por quê. Leia.

O espaço hoje funciona no Clube de Mães e atraiu um voluntário tão inspirador quanto a biblioteca. Maicon Arruda, tem 21 anos, cursa Odontologia e gasta a maior parte do seu tempo na lida com os livros. É da vila. Calcula ter catalogado 1,5 mil títulos, nas horas vagas, porque nas “horas gordas” o que faz mesmo é ajudar a piazada da região nas lições de Matemática. Também faz contação de histórias. E dá conselhos aos candidatos à literatura.

Ainda chegam livros do lixo – o que explica a excentricidade do acervo. Está ali uma edição de O Capital, de Karl Marx, e a biografia de Obama, escrita por David Remnik. O que não para nas estantes, contudo, é a série Crepúsculo. E o título do coração de Maicon, O segredo, de Rhonda Byrne, que indica sempre que consultado pelos 30 usuários dia que atende. “Tem quem não saiba ler. Com esses eu sento, abro um livro de imagem e vou conversando”, conta o jovem que lembra figuras como Otávio Júnior, criador da “barracoteca” do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro.

A Biblioteca Comunitária da Vila das Torres é o exemplar mais famoso de um movimento informal que varre as cidades – o de culto aos espaços alternativos de leitura. São incontáveis. Há quem transforme saletas de prédios em espaços para ler – como o fotógrafo Alberto Viana [assista vídeo]. E quem se ocupe de dividir todas as sobras de livros por lugares onde possam ser reaproveitadas. É o caso de Josiane Mayr Bibas, 52, e Ângela Marques Duarte, 51, há um ano à frente da Freguesia do Livro.

O projeto nasceu por acaso. Depois de 25 anos atuando como fonoaudiólogas, as duas decidiram doar o acervo de livros infantis que guardavam nos consultórios. Desembarcaram com as caixas na Vila Zumbi, em Pinhais. “Tudo cheirozinho e arrumadinho”, como lembra Ângela. Foi quando descobriram que sabiam muito pouco sobre a realidade de lugares em que o livro é um luxo, e que por isso mesmo, sem a ação dos mediadores, estavam muito próximos do lixo. “A primeira experiência foi meio autofágica”, diverte-se.

Ouvi-las falar da aventura que viveram é uma escola. Não pararam mais de reunir exemplares descartados. “Um dia alguém dizia – ‘preciso abrir espaço nesta sala’ – e lá estávamos nós, carregando enciclopédias”, lembram. Josiane teve a ideia de oferecer na internet os livros sob sua custódia. Surpresa. Pensava que viria um pedido do Cajuru, mas recebeu um pedido de Xapuri, no Acre. “Viramos aquelas pessoas que ao saber que alguém vai viajar perguntamos se podem levar uma caixa de livros…”

Não pensem em caixas molambentas, com o fundo caindo. São caixotes reciclados, com a logo da Freguesia. Os livros estão bem apanhados e selecionados, a depender do interesse do freguês. Uma escola de inglês adorou a seleta que a dupla preparou. Do contrário, os livros cairão em desgraça. Alguém quer Dale Car­negie de 30 anos atrás? Elas têm.

Não é difícil prever que a iniciativa toma todas as tardes das idealizadoras. Marcam tudo num mapa. Calculam ter enviado caixas de livros a 50 lugares pelo menos. Planejam agora ir a feiras e praças e pousadas. E seguem com o atendimento ao Eco Cidadão, nos quais instalaram velhas Barsas para carrinheiros. “Quem disse que não servem mais?”, desafiam. Abandonada, só a ideia de comprar um ônibus, enchê-los de livros, levando às últimas instâncias o espírito de Thelma e Louise. De resto, não lhes falta estrada. “Vamos a lugares que sequer imaginávamos existir. A gente liga o GPS e pronto”, conta Josiane.

O poder público parece ter passado por febre semelhante à da Freguesia. Há dois anos, a Fundação Cultural de Curitiba criou 15 espaços inusitados de leitura. São o que há. Funcionam em terminais de ônibus e não raro em formatos que afugentam o pior inimigo do livro – a indiferença.

Não é a única qualidade do programa. Os acervos são seletos. E os atendentes – alçados ao status de mediadores de leitura – estudam em universidade e são leitores confessos. “Eu me sinto formando gente para o livro. Mesmo quando ouvi gritos de um passageiro horrorizado com o Caio Fernando Abreu”, lembra a acadêmica da Letras da UFPR Hellen Suzy Santos, 20. Ela atua no Espaço de Leitura do Terminal do Pinheirinho. Inesquecível? O morador de rua que lê para o pai na carreira de rodas. “Ele me vê e grita: ‘Ô moça da leitura’. Quer mais?”

O texto na íntegra no site da Gazeta do Povo está aqui. E outro link que leva para nosso trabalho é esse. Só é preciso complementar que Ângela e eu fazemos parte de uma equipe composta ainda por Mari Mayr, Dani Carneiro, Juliano Rocha e nosso assessor para assuntos aleatórios, Marcelo Muzzillo. Sem esse apoio, esse trabalho não andaria. E sempre tem lugar pra mais um!!

E esse vídeo é o que é citado na matéria. Vale a pena ver!

Read Full Post »

Older Posts »