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Angélica, aluna de Licenciatura em Linguagem e Comunicação da UFPR-Litoral, solicitou livros para a Freguesia do Livro. Ela é bolsista de um projeto de extensão chamado Minha Universidade Lê, idealizado e coordenado pela professora Elisiani V. Tiepolo. Também conhecido por MinhaUL, o projeto visa criar uma cultura de leitura na comunidade escolar, a partir de várias ações promovidas de forma integrada e contínua.

 Uma dessas ações é a Feira Livro que acontece sempre às quartas-feiras, entre os blocos didáticos da UFPR-Litoral,  das 18h às 19h, onde são realizados empréstimos de livros para os acadêmicos, docentes e funcionários.

Neste mesmo dia da semana, pela  manhã, o MinhaUL está na Matinfeira, feira da agricultura familiar e artesanato onde se reúnem pequenos agricultores de Matinhos, Morretes, Colônia Maria Luiza e Colônia Pereira, litoral do Paraná.  A  feira está localizada próxima ao Mercado Do Peixe, no centro de Matinhos. Nesse  lugar calmo com bela vista do mar promove-se o incentivo à leitura através de trocas e empréstimos de livros e gibis. Com o tempo, observou-se que um bom fluxo de pessoas visivelmente vão à feira somente para devolver livros e realizar empréstimos.

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Esse é o depoimento de Angélica: “Fico com o MinhaUL, das 9h as 12, toda quarta-feira. Coloco livros numa mesa, sinalizo o que é e o povo chega, pergunta, alguns se encantam, outros trazem livros para doar. A conversa flui totalmente direcionada à leitura. Cada um fala de um livro que leu, outro que não gosta de ler, mas o neto gosta… e assim vai. Os próprios feirantes divulgam a leitura e já emprestam livros. Uma lindo resultado, visto que o projeto tem poucos meses apenas. Fica o convite para prestigiarem a Matinfeira, tomar o suco natural da Japonesa juntamente com o verdadeiro pastel de feira, feito com o maior carinho”.

 O MinhaUL funciona apenas a partir de doações de livros e da divulgação de acervos já existentes,  partindo do princípio de criar formas de fazer com que os livros circulem. Por isso, o projeto precisa de doações de livros e gibis para  conseguir levar essa ação adiante. O público é variado e a vontade ler é grande.

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A Freguesia do Livro acaba de enviar livros para lá e, segundo a Angélica, deram uma revigorada no acervo e no interesse dos clientes leitores. Você está por perto? Envie livros para lá. Você está em Curitiba? Manda para a Freguesia que nós espalhamos livros por vários lugares. Você está longe daqui mas acha que livros devem circular? Doe livros, existem muitas iniciativas como as nossas no Brasil inteiro!

 UFPR – Litoral: http://www.litoral.ufpr.br/feiralivro

https://www.facebook.com/angelica.love.9

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Juliana fez um apelo através do Facebook: queria mandar livros para São Domingos do Capim, no Pará. Ela esteve lá em julho de 2013, participando do Projeto Rondon, que leva universitários para cidades com baixo índice de desenvolvimento no Brasil..

A cidade destino de Juliana, São Domingos do Capim, está situada no meio da floresta Amazônica, tem cerca de 30.000 habitantes e como era de se esperar, muitas carências, entre elas o acesso à leitura. Os moradores calorosos e receptivos conquistaram essa estudante de Publicidade e Propaganda que não encerrou seu vínculo com o lugar voltando para Curitiba. Chegando em casa, iniciou uma arrecadação de livros para enviar para o Pará.

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Conseguiu muitos livros, foi lindo de ver. Conseguiu também quem levasse as muitas caixas para aquelas lonjuras e prometeu nos enviar as fotos quando os livros chegarem a seu destino final, o que pode levar uns três meses, depois de várias ajudas voluntárias e baldeações.

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Juliana Branco, brasileira, rondonista e um exemplo de que quando a gente resolve fazer, a gente faz.

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Para ter um panorama completo da experiência de Juliana, veja esse blog: marcosslaviero.com

Juliana não está mais arrecadando livros.  E foi parceira da Freguesia do Livro encaminhando para nós os livros que não combinavam com a comunidade para onde iam. Inspire-se nesses exemplos e pense que sempre é tempo de rever suas prateleiras e seus livros parados lá!

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Você pode escolher, entre as alternativas abaixo, o modo como participar desse movimento literário que tira livros parados de prateleiras e os faz circular:

a) vou doar livros que já li e não vou ler mais. Para a Freguesia do Livro ou outro lugar que possa se beneficiar com eles.

b) vou ser um Ponto de Coleta: receber livros doados e repassar para a Freguesia do Livro ou outra iniciativa de leitura perto daqui.

c) vou espalhar essa ideia.

d) vou criar uma biblioteca comunitária.

e) acho que livros não devem ser doados (sé-rio??!!)

Participe de algum jeito, contamos com você. Muitos conceitos estão envolvidos no simples ato de doar um livro: consumo consciente, acesso à cultura, educação e responsabilidade social. Tudo isso.

O tempo passa rápido. Livros parados em sua casa estão deixando de ser lidos por outras pessoas. Pense nisso.

Quer entender melhor o que a Freguesia do Livro faz? Veja aqui.

Deu vontade de participar doando livros? Veja como aqui.

Quer começar um ponto de leitura? Cadastre-se aqui.

Quer ver para onde os livros vão? Entre aqui.

Você também pode gostar de….

Acervos

Ter tanto

 

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Frase batida, sabemos: uma biblioteca não é feita de livros, mas sim de leitores. Se isso é óbvio, então responda: o que produz um leitor?

No mar de crianças que atendidas na biblioteca que a Freguesia do Livro montou na Vila Zumbi, algumas com vidas tão cheias de problemas que ler ou não ler deveria ser detalhe, muitas ignoravam os livros solenemente. Outras tentavam se interessar e levavam livros para casa, mas aí o descaso atávico e familiar fazia com que os livros não fossem valorizados e, quando e se voltavam, apareciam com cara de quem passou por maus bocados. Mas teve dois ou três que, assim, do nada, amaram os livros. No meio daquela dura realidade, sentavam-se concentrados, escolhiam com critério e voltavam todos pimpões para a troca na semana seguinte. E nos brindavam com presentes como esse:

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Alguém arrisca um palpite? Modelo em casa? Pouco provável, a irmã não demonstrava o mesmo interesse. Acertamos nas primeiras indicações de leituras? Com certeza essa alternativa encheria nossa bola, mas ele já começou assim, leitorzinho voraz. É mais inteligente que os outros e por isso lê, ou porque lê é mais inteligente que os outros? Ou é só mais curioso? Ou os livros chatos obrigatórios da escola não sabotaram seus voos literários, como fazem com tantos?

Então é isso, não sabemos o caminho, mas não desistimos de procurar. Lá no fim dele sempre pode ter alguém que está só esperando um livro para se descobrir leitor.

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Conheça mais:

www.freguesiadolivro.com.br

facebook.com/freguesiadolivro

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* esse é o depoimento de Thea Tavares, postado no Facebook. Gostamos e pedimos a ela para colocar aqui no blog. Ficamos muito felizes.

“Já era uma delícia frequentar a Frutaria São Francisco (R. Eça de Queiroz, esquina com rua Guaratuba), no bairro Ahú – Curitiba, para comprar frutas e verduras fresquinhas, frutas secas, cereais, mel e grãos, entre outros alimentos. Mas há pouco mais de dois meses, o comércio do Nenê e da Fátima virou parada obrigatória para quem tem fome de conhecimento e se dedica a devorar poesia, literatura, história e até contos de fadas. É que esse é exatamente o mesmo tempo em que a frutaria aderiu ao movimento curitibano lítero-libertário Freguesia do Livro.

A ideia é espalhar o hábito da leitura, além de incentivar a criação de pequenas bibliotecas e, dessa forma, disponibilizar livros ao alcance de todos. Assim como o artista tem de ir onde o povo está, os livros também são expostos à freguesia do Nenê na Frutaria São Francisco. É possível emprestar publicações, devolvê-las ou retribuir os volumes com livros em bom estado que se tem em casa. Uma verdadeira feira do escambo literário.

Achei um “Distraídos Venceremos”, de Paulo Leminski, “Papillon – O homem que fugiu do inferno”, de Henri Charrière, e dois clássicos do romantismo brasileiro, que viraram filmes e novelas de época na Televisão: “A Moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo, e “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães. Estes dois últimos me remetem ao antigo 2º grau e às fichas de leitura de preparação para o vestibular lá no final da década de 80.

Já estou separando os títulos que doarei para a biblioteca da frutaria São Francisco, até me saciar com as obras que trouxe de lá hoje. Quem vai adorar saber disso é a querida Elisabeth Lemes, da Galeriatrombini Trombini. Sobretudo porque os livros do Nenê estão dispostos em caixas plásticas de frutas e verduras e foi bem assim que começou o acervo da Galeria Trombini, que soma hoje 30 mil títulos e uma comunidade de 1.750 leitores assíduos na litorânea Morretes.

Ah, vale lembrar que, com esse endereço – R. Eça de Queiroz –, a frutaria do Nenê e da Fátima era mesmo predestinada a iniciativas literárias como a da Freguesia do Livro.

Parabéns a todos os envolvidos”!
Fotos: Thea Tavares.

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Pela segunda vez estivemos na Utfpr fazendo uma distribuição gratuita de livros para os alunos de lá. Dá gosto de ver algo em torno de 750 livros serem levados por pessoas que os escolhem, comentam entre si o que acham das obras, disputam um volume e negociam o repasse depois de lido.

De quebra, com os livros embaixo do braço, chegam em casa e pensam nos que têm parados em suas estantes e que podem entrar na nossa roda literária.

Um grande BookCrossing: livros que a Freguesia recebeu em doação, levados a universitários e encontrados por pessoas que saberão apreciar sua importância.

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Esse post participa do 6o BookCrossing Blogueiro, promovido pelo Luz de Luma. Gostamos de participar e concordamos plenamente que literatura precisa circular.

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A história de Alan inspira: esse jovem resolveu abrir um sebo no bairro onde mora, segundo ele, bem carente, em Carapicuíba/SP. Ele mesmo admite que a vizinhança não gosta de ler, mas o rapaz arriscou e está conseguindo vender pela internet. Aí, ele conta:

“Acontece que as crianças daqui viraram minhas amigas e eu, como estudante de História, vi que existia uma possibilidade da criação de um projeto social. Então idealizei e criei o projeto LER PARA A VIDA, que de inicio só exigia leitura. Depois tive uma ideia que fez o projeto crescer mais ainda: futebol. Agora temos grupos de leitura e aos domingos como recompensa levamos a garotada para jogar bola. Só que não temos dinheiro para comprar bolas, apitos, uniformes, etc, além de novos livros para o grupo de leitura. Por isso, pensei em  pedir doações de livros e reverter o dinheiro da venda para tudo que precisamos”.

Como funciona o projeto Ler para a a Vida: super simples! Quem lê mais, joga mais. Quem não participa das atividades de leitura, fica na reserva. Os livros são vendidos no sebo para manter o projeto, sendo assim qualquer doação faz diferença, pois nenhuma criança paga nada e não há nenhuma ajuda do governo.

O projeto atende atualmente 20 garotos de 9 a 15 anos, e muitos outros querem participar. A Freguesia do Livro está com 2 caixas prontas e, simplesmente, não consegue fazer chegar esses livros até Alan. Por isso, queremos aproveitar que muitas pessoas de São Paulo nos leem e podem sugerir uma solução. Carapicuíba fica perto de Osasco  e Alan consegue buscar os livros lá. Para se inspirar, leia sobre nossas dicas de Transporte Solidário.

Formas de ajudar Alan:

1. mandar livros para o grupo de leitura: contos de terror e suspense fazem sucesso, mas toda literatura juvenil é bem-vinda.

2. doar livros que ele possa vender para conseguir recursos para seu grupo de leitura e futebol.

3. comprando no sebo de Alan, pela internet, por tabela você estará colaborando com seu projeto social. Conheça a Livronauta:  www.sebosetesete.livronauta.com.br

Conheça o blog do Alan: www.novapartida.com.br

 

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