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Archive for the ‘Biblioteca livre’ Category

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O que você acharia de encontrar um caixote cheio de livros no hotel ou pousada em que estiver hospedado? Um canto de leitura onde você pode deixar o livro que terminou de ler durante a viagem e se servir de outro que poderá deixar em seu próximo destino? Ou, ainda, foi desprevenido para uma pousada charmosa em uma praia e… chove muito. Nenhuma livraria por perto, mas o hotel pensou em agradar seus hóspedes e tem uma pequena estante cheia de livros livres.

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Você, hóspede, com certeza ficaria muito feliz!

E você, dono de hotel, pousada, resort ou camping? O que acha de ter mais esse serviço para oferecer a seus clientes? A Freguesia do Livro já levou livros a diversas pousadas e hoteis.

Knock Knock Hostel,  perto do centro, em Curitiba, tocado por três jovens cheios de criatividade. Combinação perfeita.

Backpackers Hostel. Também em Curitiba.

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 Uma caixa cheia de livros no Curitiba Hostel.  Em um imóvel tombado, no centro histórico de Curitiba.

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Pousada Ribeirão das Pedras, em Bocaiúva do do Sul. Hóspedes com literatura!

Hotel Del Rey – Foz do Iguaçu/PR

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Grajagan Surf Resort – Ilha do Mel/PR

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Levamos livros para a Pousada Varshana – Balsa Nova/PR e recebemos esse depoimento:

Nossa pousada tem como objetivo proporcionar descanso e tranquilidade a nossos clientes.
Nossa temática indiana conquista cada dia mais as pessoas que querem ficar em silêncio e se desconectar.
Com este conceito criamos uma pequena biblioteca, usando nossos próprios livros e doações de amigos (como a Freguesia do Livro) para incentivar a leitura, afinal, não temos TV nos quartos.
Em breve teremos um novo espaço na pousada que vai se chamar Louge Varshana. Lá teremos uma sala de leitura, jogos educativos e videoteca com filmes selecionados.
Para os doadores de livros (não importa a quantidade) vamos conceder um desconto de 5% em qualquer um de nossos pacotes publicados em nosso site www.varshana.com.br. Basta trazer sua doação e o desconto será concedido no check out, legal?
Abraços e obrigado pelo apoio!
Lincoln Moro e Arlete Santos

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Se o seu estabelecimento for em Curitiba, região metropolitana ou litoral do Paraná, entre em contato conosco (fregues@freguesiadolivro.com.br)  que faremos chegar livros até vocês. Se estiver em outras regiões do Estado ou do país, arrecade livros, organize um pequeno acervo e seja mais um nessa cadeia de incentivo à leitura.

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Angélica, aluna de Licenciatura em Linguagem e Comunicação da UFPR-Litoral, solicitou livros para a Freguesia do Livro. Ela é bolsista de um projeto de extensão chamado Minha Universidade Lê, idealizado e coordenado pela professora Elisiani V. Tiepolo. Também conhecido por MinhaUL, o projeto visa criar uma cultura de leitura na comunidade escolar, a partir de várias ações promovidas de forma integrada e contínua.

 Uma dessas ações é a Feira Livro que acontece sempre às quartas-feiras, entre os blocos didáticos da UFPR-Litoral,  das 18h às 19h, onde são realizados empréstimos de livros para os acadêmicos, docentes e funcionários.

Neste mesmo dia da semana, pela  manhã, o MinhaUL está na Matinfeira, feira da agricultura familiar e artesanato onde se reúnem pequenos agricultores de Matinhos, Morretes, Colônia Maria Luiza e Colônia Pereira, litoral do Paraná.  A  feira está localizada próxima ao Mercado Do Peixe, no centro de Matinhos. Nesse  lugar calmo com bela vista do mar promove-se o incentivo à leitura através de trocas e empréstimos de livros e gibis. Com o tempo, observou-se que um bom fluxo de pessoas visivelmente vão à feira somente para devolver livros e realizar empréstimos.

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Esse é o depoimento de Angélica: “Fico com o MinhaUL, das 9h as 12, toda quarta-feira. Coloco livros numa mesa, sinalizo o que é e o povo chega, pergunta, alguns se encantam, outros trazem livros para doar. A conversa flui totalmente direcionada à leitura. Cada um fala de um livro que leu, outro que não gosta de ler, mas o neto gosta… e assim vai. Os próprios feirantes divulgam a leitura e já emprestam livros. Uma lindo resultado, visto que o projeto tem poucos meses apenas. Fica o convite para prestigiarem a Matinfeira, tomar o suco natural da Japonesa juntamente com o verdadeiro pastel de feira, feito com o maior carinho”.

 O MinhaUL funciona apenas a partir de doações de livros e da divulgação de acervos já existentes,  partindo do princípio de criar formas de fazer com que os livros circulem. Por isso, o projeto precisa de doações de livros e gibis para  conseguir levar essa ação adiante. O público é variado e a vontade ler é grande.

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A Freguesia do Livro acaba de enviar livros para lá e, segundo a Angélica, deram uma revigorada no acervo e no interesse dos clientes leitores. Você está por perto? Envie livros para lá. Você está em Curitiba? Manda para a Freguesia que nós espalhamos livros por vários lugares. Você está longe daqui mas acha que livros devem circular? Doe livros, existem muitas iniciativas como as nossas no Brasil inteiro!

 UFPR – Litoral: http://www.litoral.ufpr.br/feiralivro

https://www.facebook.com/angelica.love.9

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Mais informações sobre o caminho dos livros que recebemos em doação. Veja o primeiro resumo de 2013 aqui.

Em dezembro/12 e abril/13: uma livre distribuição de livros na Utfpr – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – os alunos puderam escolher livros para seu lazer. Muito bacana. Veja mais aqui.

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A mesma coisa foi feita no Centro Universitário Claretiano. Livros das áreas de cursos que a universidade oferece chegando direto para quem pode aproveitar.

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Um supermercado no Bacacheri – Curitiba. Agora o Supermercado Gasparin tem livros para seus 80 funcionários no refeitório.

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Marcia nos encontrou pela internet e solicitou livros para duas iniciativas diferentes: para a biblioteca do Instituto Arayara de Educação para a Sustentabilidade e para a Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul do Grande Oriente do Brasil, no laboratório de um curso de informática gratuito para pessoas carentes da comunidade do Uberaba e demais regiões. E lá foram os livros!

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Silvanira pediu livros para Matinhos, litoral do Paraná, relativamente perto de Curitiba. Um parente veio buscar e pronto: livros para uma mini biblioteca numa associação de moradores da Comunidade Eldorado.
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Foz do Iguaçu também recebeu livros da Freguesia e dessa vez também pelas mãos da Tatiana, que abraçou a causa e resolveu fazer uma Freguesia por lá. Arrecadou livros, pintou caixas e levou para um centro de hemodiálise. Já colaborou até para mais um ponto de leitura, no Hotel Del Rey.
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Ajudamos em mais uma organização de biblioteca. Dessa vez foi na instituição De Mãos Unidas, onde uma caixa nossa já estava disponível para as crianças na hora do recreio.
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A Norma surgiu em nossas vidas no começo da Freguesia doando alguns livros. Em seguida, indicou nosso trabalho para uma pousada, onde agora temos uma caixa de livros para os hóspedes. Ela promove ações culturais e nos leva junto, o que achamos ótimo! Assim, já estivemos com ela na Quadra Cultural, evento que acontece em Curitiba promovido por um bar e que mobiliza muita gente.
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Agora ela nos apoia no Galpão Cultural Thá que, enquanto prepara a construção de um edifício, resolveu agitar o centro de Curitiba com atividades culturais bem variadas. E tem uma caixa de livros da Freguesia lá.
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Um grande Pedágio Literário feito no 2GET Sale nos trouxe muitos livros excelentes.

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E o Pedro nos mandou 3 caixas de livros do Recife!! Tem gente muito bacana nesse mundo!

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Livros que estarão, em breve, numa caixa perto de você!

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* esse é o depoimento de Thea Tavares, postado no Facebook. Gostamos e pedimos a ela para colocar aqui no blog. Ficamos muito felizes.

“Já era uma delícia frequentar a Frutaria São Francisco (R. Eça de Queiroz, esquina com rua Guaratuba), no bairro Ahú – Curitiba, para comprar frutas e verduras fresquinhas, frutas secas, cereais, mel e grãos, entre outros alimentos. Mas há pouco mais de dois meses, o comércio do Nenê e da Fátima virou parada obrigatória para quem tem fome de conhecimento e se dedica a devorar poesia, literatura, história e até contos de fadas. É que esse é exatamente o mesmo tempo em que a frutaria aderiu ao movimento curitibano lítero-libertário Freguesia do Livro.

A ideia é espalhar o hábito da leitura, além de incentivar a criação de pequenas bibliotecas e, dessa forma, disponibilizar livros ao alcance de todos. Assim como o artista tem de ir onde o povo está, os livros também são expostos à freguesia do Nenê na Frutaria São Francisco. É possível emprestar publicações, devolvê-las ou retribuir os volumes com livros em bom estado que se tem em casa. Uma verdadeira feira do escambo literário.

Achei um “Distraídos Venceremos”, de Paulo Leminski, “Papillon – O homem que fugiu do inferno”, de Henri Charrière, e dois clássicos do romantismo brasileiro, que viraram filmes e novelas de época na Televisão: “A Moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo, e “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães. Estes dois últimos me remetem ao antigo 2º grau e às fichas de leitura de preparação para o vestibular lá no final da década de 80.

Já estou separando os títulos que doarei para a biblioteca da frutaria São Francisco, até me saciar com as obras que trouxe de lá hoje. Quem vai adorar saber disso é a querida Elisabeth Lemes, da Galeriatrombini Trombini. Sobretudo porque os livros do Nenê estão dispostos em caixas plásticas de frutas e verduras e foi bem assim que começou o acervo da Galeria Trombini, que soma hoje 30 mil títulos e uma comunidade de 1.750 leitores assíduos na litorânea Morretes.

Ah, vale lembrar que, com esse endereço – R. Eça de Queiroz –, a frutaria do Nenê e da Fátima era mesmo predestinada a iniciativas literárias como a da Freguesia do Livro.

Parabéns a todos os envolvidos”!
Fotos: Thea Tavares.

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Antes de começar a Freguesia do Livro, fomos tomar um café com o Alessandro Martins. Ele é o autor do blog Livros e Afins onde faz circular tudo o que tem a ver com esse tema. Ou seja, referência importante no cenário literário.

Ele apoiou a ideia, pois já fazia algo parecido e pioneiro na Bibliopote, aqui em Curitiba. As ideias de Alessandro são inspiradoras, a começar por esse elenco de motivos para doar livros que trouxemos diretamente do blog dele. Você pode ver o post na íntegra, conhecer e acompanhar o blog do Alessandro entrando aqui: livroseafins.com

9 motivos para dar seus livros

Por Alessandro Martins/ Livros e Afins

Livros trazem dentro de si as vozes de homens e mulheres que muitas vezes atravessaram as décadas, os séculos, para chegar até nós. É a voz forte dessas pessoas, falando diretamente aos nossos ouvidos numa relação tão íntima, que ouvimos quando lemos tais páginas. Quando fechamos um  e o mantemos na estante para o resto de nossas vidas, calamos essas vozes que mereciam ser ouvidas por mais pessoas.

É no que acredito.

Poucos são os livros que realmente precisamos manter em nossa posse.

  • Um livro antigo ou raro
  • Um livro com uma dedicatória especial, autografado ou que pertenceu a alguém que, para nós, é importante
  • Livros de consulta ou de referência, como dicionários ou literatura técnica usada com frequência para o exercício de um trabalho
  • Alguma outra situação de que não lembro no momento, mas acho que você entendeu

Livro não é enfeite

Livros não são enfeites ou troféus. Foram feitos para serem lidos. Não para serem exibidos como quem diz: “Veja! Veja! Quantos livros li! Veja como sou culto e inteligente”.

Aqueles livros de que mais gostamos são justamente os livros que devemos passar adiante. Afinal, se gostamos, por que não deixar outras pessoas gostarem deles também?

E, se elas não gostarem, poderão mais uma vez passar adiante o livro, num ciclo infinito até que ele chegue às mãos, aos olhos e aos ouvidos atentos de uma pessoa como você: a pessoa para quem o autor escreveu aquilo, como quem escreve uma carta destinada a atravessar o rio do tempo e do espaço.

Presentear, quando feito de coração, faz mais bem a quem presenteia do que a quem recebe. Na verdade, faz bem às duas partes.

Assim, considero que há diversos motivos para se presentear ou doar livros que estão em suas estantes, dos mais nobres aos mais práticos:

  1. Espaço: se você gosta de ler, novos livros devem chegar a todo instante a sua estante (rima involuntária). Por que não abrir caminho para os livros novos?
  2. Limpeza: livros (quando parados) juntam pó. Tenha mais tempo para ler e gaste menos tempo limpando estantes
  3. Simplificar: você já pensou em ter menos coisas e ter uma vida mais simples?  Assista esta palestra e leia este post que, cada um a seu modo, falam sobre simplificar a vida. A sensação de simplicidade e organização
  4. Parar de se importar com empréstimos que não voltam: todo o mundo que empresta livros e fica sofrendo por que eles não voltam deveria ler a Regra de Ouro Para o Empréstimo de Livros
  5. Colaborar com a leitura: frequentemente aqueles que mais reclamam de que o Brasil é um país que não lê, que livros são caros e outras chorumelas são aquelas pessoas mais sovinas com os seus livros, contribuindo com o baixo número de livros lidos por ano por pessoa
  6. Socializar suas preferências: quando seus amigos gostam dos mesmos autores que você ou compartilham dos mesmos gostos literários vocês têm mais sobre o que conversar. Dando livros de seus autores preferidos você contribui com esse ambiente
  7. Ser generoso: não é para bonito ou para dizer que você é generoso. A generosidade é uma qualidade que é um bem em si e quem já descobriu isso não tem como expressar. Por exemplo, a gratidão de um amigo que descobriu um novo autor graças a você não tem preço
  8. Exercitar o desapego: poucas coisas são realmente essenciais. E, embora eu ame livros, a posse dos livros não é uma delas. Os livros, seu conteúdo e seu objetivo de espargir ideias, sim, o são. Estamos partindo para um momento em que o ser é mais importante que o ter, as experiências mais importantes que as posses
  9. Manter a voz de seus escritores preferidos viva: já falei sobre isso no início do texto, mas julgo importante

Assim, minha sugestão é: doe e dê livros que estão em sua estante.

Escolha pelo menos metade deles e experimente o ato transformador que é fazer os livros voarem.

Escolha amigos adequados para livros adequados e presenteie.

Escolha a biblioteca que melhor receberá essas obras, de maneira que eles cheguem ao maior número de pessoas possível.

 

E se você quiser coroar esse post com a leitura de belo texto de José Carlos Fernandes sobre a Bibliopote, acomode-se e entre aqui: Dois pães e um livro, por favor.

Imagem inicial daqui.

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Além de ser muito legal, doar livros é uma atitude solidária.

Essa é a coleção de livros doados pela Kátia Klassen, professora de língua portuguesa, literatura brasileira e redação jornalística, diretamente de seu acervo pessoal, trazidos de São Paulo para Curitiba. Parte da coleção foi doada para a biblioteca comunitária que a Professora Nadzieja está montando no bairro Uberaba. Um grande exemplo de solidariedade que pode ser praticado por muitas pessoas.

É bacana perceber que as pessoas estão se conscientizando da importância de doar livros e destiná-los a locais em que elas sabem que serão bem aproveitados. No início de nosso trabalho com a Biblioteca Comunitária do Sítio Vanessa, há um ano e três meses, encontramos algumas resistências. O livro no Brasil é caro, isso é um fato, e quem compra tem apego, seja por amar aquele livro, aquela história, aquele autor, e também pelo preço que pagou naquele exemplar.

Mas ao longo desse ano, encontramos pessoas dispostas a deixar seus livros livres para novos leitores.

O importante para quem está iniciando uma biblioteca comunitária, ou que já tem uma em funcionamento é mostrar retorno àqueles que doaram livros. Publicar nos blogs e redes sociais as iniciativas com fotos e textos descritivos e mostrar as ações educativas, as tardes recreativas, os momentos de leitura, para que aqueles que doaram livros possam ver que eles estão sendo muito bem aproveitados, e o mais importante, perpetuados.

Para aqueles que estão começando a se desapegar de alguns exemplares e que estão abrindo a mente para uma possível doação, meu conselho é que procurem locais idôneos, conheçam as bibliotecas do bairro e da comunidade, dediquem-se a uma pesquisa um pouquinho mais aprofundada, seja na Internet, ou pelo telefone, ou até mesmo na conversa diária com amigos, colegas, vizinhos e parentes, para descobrir qual é o melhor local,  o mais apropriado para doar seus livros e ter a certeza de que eles serão bem aproveitados e utilizados tão bem quanto o antigo dono.

Foto: Daniele Carneiro – Texto publicado originalmente em Bibliotecas do Brasil

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Feira do Livro Senai CIC

Ontem a Freguesia do Livro participou da Feira do Livro Senai CIC, evento voltado para os alunos do colégio do Sesi de ensino médio, e para os alunos dos cursos técnicos do Senai. A proposta era apresentar a Freguesia para os alunos, doar livros, incentivá-los à leitura, e também a troca de livros e doação. Conversamos com eles sobre bibliotecas e livros livres. Essa foi a primeira vez que a Freguesia do Livro participou de uma feira literária e o resultado foi muito bacana. O quiosque da Freguesia ficou repentinamente movimentado assim que os alunos foram liberados para o intervalo. Os marcadores de páginas confeccionados pelas colaboradoras da Freguesia e que integram o projeto Recicla Cultura fizeram sucesso, e foram vendidos por R$1,00 cada, valor que será revertido para novos projetos da Freguesia.

Banner da Freguesia do Livro

Jô Bibas, Juliano Rocha e Ângela Duarte preparando o quiosque da Freguesia

Alunos do Sesi e do Senai escolhendo livros da Freguesia do Livro

Os alunos ficaram bastante entusiasmados com a possibilidade de escolher um livro e levar para casa sem precisar pagar nada, e aproveitaram para conversar sobre literatura e suas leituras preferidas. O mais bacana foi perceber que as pessoas adoram o empréstimo livre e a livre circulação de livros sem precisar de carteirinha ou apresentação de documentos, sem burocracia.  Eles pediram para que a gente volte ao Senai, mas pediram para avisarmos antes, para que eles também possam levar livros para trocar e doar. Não é o máximo?!

A caixa de livros da Freguesia prontinha para os alunos do Sesi e do Senai

Ecocidadão Acampa CIC

Visitamos dois barracões de reciclagem com a Freguesia do Livro localizados também na Cidade Industrial de Curitiba, para levar os livros arrecadados e doá-los para os funcionários e catadores de material reciclável que trabalham nos barracões. O primeiro barracão de materiais reciclados visitado foi o Acampa – Associação de Catadores de Materiais Recicláveis Parceiros do Meio Ambiente.

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Silvana, catadora de materiais recicláveis

Silvana, catadora de material reciclável do Ecocidadão Acampa, localizado na Cidade Industrial de Curitiba, recebendo os livros arrecadados através de doação e levados até o barracão pela Freguesia do Livro. Ela disse que gosta muito de ler gibis, mas que não estava lendo muito ultimamente por causa da miopia. Também gosta de livros de romance. Ela escolheu um dicionário de português para levar para sua filha fazer os trabalhos da escola. Ela também se encantou com as revistas de receitas.

Silvana e Fabiana

Silvana e Fabiana, catadoras de materiais recicláveis do projeto Ecocidadão Acampa, na Cidade Industrial de Curitiba. As amigas gostam de ler livros de romance e ficaram encantadas com as revistas de receitas. A Fabiana também não anda lendo muito por problemas oftalmológicos e por não possuir óculos adequados. A Fabiana tem 23 anos e me contou que gosta de ler livros de romance para se inspirar e depois escrever cartas. Ela disse que gosta bastante de escrever cartas românticas.

Equipe Acampa: Silvana, Fabiana, Seu Moacir e Augustinho

Ângela Duarte conversando sobre livros e literatura com a Silvana e o Augustinho

Quem quiser colaborar com o Ecocidadão Acampa, doando livros, ou para aqueles que quiserem levar diretamente os seus materiais recicláveis para o barracão, é só entrar em contato através do telefone:  (41) 3288-4539, ou diretamente no endereço: R. Dr. Ivan Ferreira do Amaral, 150, na Cidade Industrial de Curitiba. Ao separar os materiais recicláveis do lixo orgânico e encaminhá-los para os barracões de reciclagem, você está colaborando com o trabalho e sustento desse pessoal.

Ecocidadão Novo Horizonte CIC 

O barracão de reciclagem Ecocidadão Novo Horizonte recebeu livros arrecadados e doados pela Freguesia do Livro.

Iracema e as meninas que trabalham no barracão

O segundo andar do prédio onde fica o Ecocidadão Novo Horizonte tem um amplo espaço onde a Iracema quer montar um cantinho da leitura, com caixas e estantes de madeira e plástico, e materiais recicláveis que são jogados fora, e chegam até lá através dos caminhões do “Lixo Que Não é Lixo”, coleta seletiva da cidade de Curitiba. Quem tiver livros para doar, ou quiser colaborar com materiais e móveis para a biblioteca do Ecocidadão Novo Horizonte, pode entrar em contato com a Freguesia do Livro e com a Iracema pelo telefone: (41) 3285-9637, ou no endereço: Rua Celeste Senegaglia – Cidade Industrial, Curitiba.

Fotos: Dani Carneiro e Juliano Rocha

Post originalmente publicado em Terra Expressa

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