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Arquivo da categoria ‘Cantos de leitura’

Continuando nossa apresentação de movimentos da Freguesia… Você pode ver os posts recentes aqui e aqui.
Ciranda de Pais é um programa que percebeu que práticas educativas com os pais são essenciais para a melhoria na aprendizagem das crianças. Estão desenvolvendo atividades de estímulo à leitura em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, e a Freguesia contribuiu com livros para crianças e adultos. Saiba mais aqui. Do post que apresenta a Mala dos Sonhos, tirei esse trecho que combina muito bem com a Freguesia:

Os livros dessa corrente literária foram emprestados livremente, sem cadastro, sem data para devolução! As únicas regras são: não deixá-los escondidos no fundo de uma gaveta e fazê-los viajar e, assim, espalhar pó de pirlimpimpim pelos 4 cantos do mundo! Quem gostou, leva, lê e devolve! Quem levou, leu, gostou muito e vai ler outras vezes, passeia com o livro pelo tempo que precisar! Quem levou, leu, gostou muito e deseja que ele se hospede por um longo tempo em sua casa, fica com o livro de presente e traz outro para viajar na Mala!

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Nossa sucursal em Foz do Iguaçu está se ampliando. Livros no Hotel del Rey, em uma escola de natação, para pacientes que estão fazendo hemodiálise e, em breve, em uma pizzaria da cidade. Muito bacana. Mandamos alguns livros aqui de Curitiba através de amigas como a Giorgia e a Luciana que fizeram uma carona literária. E o pessoal de Foz já está arrecadando por conta própria também.

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Entre nossos colegas no curso de capacitação do Projeto Legado, está o Instituto Tibagi, um centro de qualificação profissional e inclusão social de jovens aprendizes. Lá encontramos o lugar perfeito para os livros didáticos que tínhamos. Jovens aprendendo, combinou muito bem.

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Uma bela história: uma cartinha rodou pelo Facebook, escrita por alunos de uma escola em Vidal Ramos, interior de SC. Eles pediam livros infantis porque gostavam de ler e a biblioteca deles tinha poucos livros. Pedimos ajuda pela página da Freguesia e em dois dias tínhamos uma curitibana, a Jacqueline, que ia para Vidal Ramos e queria fazer uma carona literária. Lindo.

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Por conta da cartinha, as crianças têm recebido livros de todos os cantos. E a alegria que vemos é essa:
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Na Cantina Sabor & Arte, que fica em uma escola de dança aqui em Curitiba, uma caixa da Freguesia chegou com livros para os clientes e alunos.
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O número de hoteis que oferecem livros da Freguesia a seus hóspedes está aumentando: já tínhamos levado no Knoc Knoc, no Backpackers e na Pousada Ribeirão das Pedras, esse em Bocaiúva do Sul. Agora chegamos com uma caixa cheia de livros no Curitiba Hostel. O lugar é tão bacana que valeu um tour. Em um imóvel tombado, no centro histórico de Curitiba, um trabalho de decoração que respeitou a história do prédio mas também trouxe um ar de modernidade ao hostel, foi um prazer conhecer. Como leitora e espalhadora de livros, o ponto alto para mim foram os quartos com triliches que aproveitam o pé direito alto da construção e onde, maravilha, cada leito tem a sua luzinha de cabeceira.

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Tea Time, uma escola que ensina inglês para pessoas acima de 50 anos: levamos alguns livros desse idioma e ali temos agora um ponto de coleta. O mesmo foi feito no La Rauxa, um café  onde a literatura já circula, mas que agora pode receber livros para a Freguesia. E no Atelier Artemista também. Entre em Como doar” e veja todos os nosso pontos de coleta, vai ver que tem um perto de você e ficar cheio de vontade de levar livros para a Freguesia.

Você pode ver um apanhado de todos os lugares onde já chegamos com livros nesse post: Pontos de leitura da Freguesia do Livro

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A história de Alan inspira: esse jovem resolveu abrir um sebo no bairro onde mora, segundo ele, bem carente, em Carapicuíba/SP. Ele mesmo admite que a vizinhança não gosta de ler, mas o rapaz arriscou e está conseguindo vender pela internet. Aí, ele conta:

“Acontece que as crianças daqui viraram minhas amigas e eu, como estudante de História, vi que existia uma possibilidade da criação de um projeto social. Então idealizei e criei o projeto LER PARA A VIDA, que de inicio só exigia leitura. Depois tive uma ideia que fez o projeto crescer mais ainda: futebol. Agora temos grupos de leitura e aos domingos como recompensa levamos a garotada para jogar bola. Só que não temos dinheiro para comprar bolas, apitos, uniformes, etc, além de novos livros para o grupo de leitura. Por isso, pensei em  pedir doações de livros e reverter o dinheiro da venda para tudo que precisamos”.

Como funciona o projeto Ler para a a Vida: super simples! Quem lê mais, joga mais. Quem não participa das atividades de leitura, fica na reserva. Os livros são vendidos no sebo para manter o projeto, sendo assim qualquer doação faz diferença, pois nenhuma criança paga nada e não há nenhuma ajuda do governo.

O projeto atende atualmente 20 garotos de 9 a 15 anos, e muitos outros querem participar. A Freguesia do Livro está com 2 caixas prontas e, simplesmente, não consegue fazer chegar esses livros até Alan. Por isso, queremos aproveitar que muitas pessoas de São Paulo nos leem e podem sugerir uma solução. Carapicuíba fica perto de Osasco  e Alan consegue buscar os livros lá. Para se inspirar, leia sobre nossas dicas de Transporte Solidário.

Formas de ajudar Alan:

1. mandar livros para o grupo de leitura: contos de terror e suspense fazem sucesso, mas toda literatura juvenil é bem-vinda.

2. doar livros que ele possa vender para conseguir recursos para seu grupo de leitura e futebol.

3. comprando no sebo de Alan, pela internet, por tabela você estará colaborando com seu projeto social. Conheça a Livronauta:  www.sebosetesete.livronauta.com.br

Conheça o blog do Alan: www.novapartida.com.br

 

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Aqui estamos para apresentar a mais recente resenha de atividades da Freguesia. Assim, você que nos doa livros, acompanha os movimentos que seus livros estão fazendo e percebe que é um importante agente nesse incentivo à leitura.

Livros em uma escola de yoga: Ashram Montserrat- Lui. Combinando com o perfil do público, uma caixa está a disposição dos alunos em um lugar cheio de paz e bons fluidos.

Livros na Sensorial Bazzar, uma loja que preza o bem-estar. Lá também colocamos à venda lindos marcadores de livro doados pela amiga Carmen Strobel.

Começamos a ajudar a formação de uma biblioteca comunitária no bairro Uberaba, aqui em Curitiba, idealizado pela professora Nadzieja.

Concluímos a organização da biblioteca na instituição Passos da Criança.

Uma caixa de livros foi para a Pousada Ribeirão das Pedras, em Bocaiúva do do Sul. Hóspedes com literatura!

Livros estrangeiros em alemão, inglês, francês, espanhol, italiano… Para onde? Para o Celin, centro de línguas da UFPR. Livros para os alunos se servirem à vontade!

No Restaurante Vegetariano Sorella – Curitiba. Por enquanto, no do Centro Cívico. Em breve também no Champagnat.

No restaurante Costela no Rolete Nick. Os fregueses têm mais um bom motivo para ir e vir.

Mais EcoCidadãos receberam caixas com livros. Dessa vez estivemos na Associação Natureza Livre. Faltam poucos para completarmos todas as associações de catadores de material reciclável de Curitiba.

E continuamos a restaurar caixas e mais caixas de frutas, transformando-as em caixas de livros. Trabalho em equipe.

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A Freguesia do Livro mexe livros e mexe com livros.

Acabamos de finalizar nossa segunda intervenção em bibliotecas existentes em centros de convivência aqui de Curitiba. No local, o Projeto Passos da Criança, havia livros que precisavam de uma seleção, uma faxina e um organização. Ganharam tudo isso e a biblioteca ficou linda, pronta para o proveito da garotada.

E sugerimos que se você tiver um tempinho, procure algum local perto de você onde possa organizar uma biblioteca já existente. É simples e um espaço assim revigorado, incentiva as crianças a se interessarem pela leitura. O que fizemos:

a) eliminamos tudo que estava estragado, inadequado, inútil ou desatualizado.

b) limpamos as capas dos livros

c) organizamos por idades e texto: dos mais simples aos mais complexos. Colocamos fitas adesivas coloridas para definir essas classes.

d) sugerimos ao projeto estantes que deixassem os livros mais ao alcance das crianças e os colocamos de acordo com idade e altura.

e) se sobrarem livros que não combinam com o local, encaminhe-os a outras bibliotecas. Se perceber que faltam livros para que a biblioteca fique mais completa, faça uma arrecadação com amigos e conhecidos. E depois, sinta-se muito bem!

Boas leituras, crianças!

A biblioteca antes.

A biblioteca depois.

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Mais livros espalhados por aí. Aqui uma apresentação dos últimos pontos de leitura que montamos ou reabastecemos.

Uma caixa foi enviada para a Escola Rural Municipal de Anhaia em Morretes/PR, litoral do Paraná, para os alunos adultos do curso noturno de Agricultura Familiar, para as professoras e merendeiras da escola, e demais pessoas da comunidade que quiserem emprestar livros. Várias pessoas estiveram envolvidas no transporte solidário dessa caixa, de Curitiba até a Escola Rural do Anhaia, debaixo de muita chuva. Agora a escola está bem abastecida de livros infantis e de livros adultos para o pessoal.

Metalkraft. Uma metalúrgica. Quatrocentos funcionários, 2 refeitórios. Houve a necessidade de uma adaptação ao ambiente, onde o ar que circula pode sujar os livros. Assim, o empresário autorizou a compra de duas grandes caixas de plástico que adesivamos. E para lá foi a Freguesia, levando os livros para mais perto de quem trabalha muito e pensa que não tem tempo de ir atrás da cultura. A cultura foi atrás deles.

Estamos ajudando a organizar a biblioteca da Passos da Criança na Vila Torres em Curitiba, coordenada por uma excelente equipe. Só precisam de alguns detalhes que a Freguesia vai ajudar a definir e as crianças que ficam no contra-turno longe dos riscos sociais da área em que vivem, terão muitos livros ao alcance de suas mãos e de seu interesse.

Restaurante Madero – Praça Espanha. Cada um dos restaurantes da rede Madero em Curitiba tem uma equipe de funcionários que trabalha incansavelmente para um excelente atendimento. Foi pensando nessa moçada que Tuxa resolveu disponibilizar uma caixa de livros da Freguesia. O sucesso foi tanto que já fizemos até reposição!

Cafezau, Alto da Glória, Curitiba. Café de um amigo de longa data, fez questão de participar. É ponto de coleta, ponto de leitura e grande incentivador. E os clientes dele têm livros para ler enquanto tomam um café bem tirado ou levam o livro para casa para trazer outro dia.

BioÉ Orgânicos, Centro Cívico, Curitiba. Mais um lugar que se baseia na saúde através de uma alimentação adequada. E livros são a alimentação intelectual. Por isso, a Freguesia também tem uma caixa lá, com livros que combinam com a ideia do lugar.

Mais 3 barracões da Ecocidadão receberam livros da Freguesia. Livros em bom estado para quem separa os materiais recicláveis que podem ser reutilizados, reaproveitados e reciclados. Engrenagens fundamentais na máquina da sustentabilidade. E reconhecidas nesse artigo da Gazeta do Povo: Livros à caça de novos leitores, de Ellen Miecoanski.

EcoCidadão – Associação Acuba – Portão – Curitiba

EcoCidadão – Cooperativa Catamare – Rebouças – Curitiba

Ecocidadão – Associação Amigos da Natureza – Pinheirinho – Curitiba

Livros em hostel. Achamos excelente a proposta: uma caixa fica à disposição dos hóspedes, livros de leitura rápida e poesia, além de literatura que o viajante pode levar para outros destinos. Levamos a caixa de livros para Knock Knock Hostel, perto do centro, em Curitiba, tocado por três jovens cheios de criatividade. Combinação perfeita.

Na Associação Beneficente De Mãos Unidas, Portão, Curitiba. Um bonito projeto que começou com o Damar, um professor de Educação Física que resolveu ajudar uma comunidade com as coisas que fazia bem: atividades físicas e caminhadas, e acabou percebendo que podia ajudar muito mais.

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Um lugar confortável para ler silenciosamente, estudar e descansar na paz e na tranquilidade.

From Hodgepodge House {vintage rustic modern library}

Biblioteca em uma agradável casa de madeira

Safdie Rabines Architects {white rustic modern bohemian library / banquette / reading nook}

Com vista para uma área verde, relaxante.

Coffee and books

Café e livros, delícias dessa vida

 Monumental book loft
Cama para dar uma relaxada e depois continuar as leituras!

Books. Light. Steps to nowhere.

Biblioteca em uma casa bem verão,  para curtir as férias

Pequeno canto escondido do mundo, repleto de livros

Home Library

Biblioteca na sala de casa, livros ao alcance das mãos

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Se você já pensou em montar a sua própria biblioteca livre, acessível às pessoas da sua comunidade, do seu bairro, do seu condomínio, no local onde você passa as férias, mas ainda não conseguiu imaginar a “cara” da sua biblioteca, esse post irá te ajudar. Com um pouco de criatividade, cabanas, gazebos, casinhas de madeira, celeiros, quiosques, vagões de trem, contêineres, edificações de madeira construídas com material reciclável e reutilizado, tornam-se potenciais bibliotecas de estilo rústico.

Uma biblioteca rústica, sem formalidades, com empréstimo livre pode ser montada em vários lugares, é só deixar a criatividade solta: pode ser no gramado de casa, no quintal, em um pátio ocioso, numa praça, em uma fazenda, em um sítio, numa chácara. Pode até ser implantada em uma pousada, em um pesque-pague, em um hotel-fazenda ou num resort como opção de lazer para os hóspedes. Essas casinhas de madeira têm aparência e potencial de biblioteca.

Essa casinha de madeira parece uma biblioteca perfeita!
community library Point O Woods
Que tal uma casinha de boneca que oferece algo a mais para as crianças?!
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Ocupa pouco espaço no gramado, próximo aos varais de roupa
Garden Cabin Blue
O jardim parece o lugar ideal para uma biblioteca!
garden shed
Localizada estrategicamente no pátio
The cabin from Level 3, VUW Library
Contêiner de madeira, uma biblioteca maravilhosa!
 Com deckzinho frontal e tela mosquiteira!
Garden Cabin With Patio
Azul, com deck e espreguiçadeiras para relaxar, bem verão!
Douglas Shed - Log Shed
Pouco espaço utilizado no gramado
Chinon Garden Cabin
Com varanda, apenas aguardando os livros e os leitores!
Pequena e simples, ocupa pouco espaço, mas cabem muitos livros.
My Hut
Cosntruída com troncos, de aparência bem rústica, colorida, com cadeira de balanço e banco para leitura
Linda, charmosa, repleta de plantas para não destoar da paisagem

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Comunidades rurais e regiões afastadas dos grandes centros urbanos podem agora montar suas próprias bibliotecas com a ajuda da Freguesia do Livro.

Você mora em uma pequena comunidade rural? Ou  tem uma chácara no meio do verde?  Sua casa está afastada dos grandes centros urbanos? A sua comunidade tem uma biblioteca ou acesso a livros? A região onde você mora possui uma biblioteca com fácil acesso aos livros num raio de 3 km ? Se você respondeu sim para a primeira pergunta e não ou “mais ou menos” para as demais, essa notícia vai lhe interessar.

Caminho do Vinho, área rural de São José dos Pinhais/PR,
local simpático para um ponto de leitura.

Nós estamos procurando pessoas interessadas em abrir pequenas bibliotecas em localidades rurais, regiões metropolitanas e locais afastados dos grandes centros urbanos. Observe se na sua região ou comunidade existe a presença de livros com acesso facilitado aos moradores. Perceba se existem livros à disposição das crianças, dos adolescentes, dos jovens, do pessoal da terceira idade. Se perceber que essa necessidade existe, com a ajuda da Freguesia do Livro você poderá colocar livros nas mãos de muitas pessoas, potenciais leitores.

O que é a Freguesia do Livro?

A Freguesia do Livro é um projeto voluntário de pessoas que amam a leitura e se organizaram para montar pequenas bibliotecas em lugares improváveis, para facilitar o acesso aos livros. A proposta é arrecadar livros de pessoas que tenham exemplares esquecidos nas estantes, entrar em contato com pessoas que tenham a vontade de iniciar bibliotecas de empréstimo livre em suas comunidades e as ajudar a começar do zero, fazendo esse intercâmbio entre aqueles que querem doar e os que querem iniciar suas bibliotecas. A Freguesia também ajuda bibliotecas que já estão montadas, trilhando sua trajetória, aprimorando seus acervos com a doação de mais livros.

Quero montar uma biblioteca, como faço?

Caixa da Freguesia do Livro, entre 40 e 60 livros para iniciar uma biblioteca gratuitamente

A primeira coisa a se fazer é arranjar um local para a montagem da biblioteca, um espaço para colocar uma caixa de feira reciclada da Freguesia com uma quantia inicial entre 40 e 60 livros que combinam com o perfil da comunidade para onde vão. Se for do interesse da pessoa que montar a pequena biblioteca, incluímos na caixa revistas, jornais literários, enciclopédias, folhetos educativos e todo material necessário à educação, informações sobre os mais diversos assuntos e boas leituras.

Onde posso colocar a minha biblioteca?

O local que receberá a caixa pode ser um centro comunitário, a associação de moradores, uma mercearia, um armazém, uma padaria, uma barbearia ou salãozinho de beleza, o ateliê de uma costureira, uma pequena loja de 1,99, etc. O local precisa ser frequentado ou visitado pelos moradores da região, onde as pessoas venham periodicamente, ou que receba uma concentração de moradores e visitantes, como o quiosque de uma quadra de futebol, uma lanchonete, a área de lazer de uma chácara ou sítio aberta ao público, a recepção de uma pousada ou de um camping, a área comum de hotéis ou de um pesque-pague, o salão de uma igreja, uma horta comunitária, uma vinícola e assim por diante. É importante que exista a circulação de pessoas. Veja aqui, aqui e aqui, alguns exemplos de bibliotecas nesses moldes que já existem.

Dá muito trabalho?

O bonito dessa proposta é que os livros devem circular, sem cobranças, multas e prazos. Só na confiança. Biblioteca livre é aquela que pede que o leitor leia e depois devolva ou passe adiante. Ou seja, não dá trabalho ao responsável pela pequena biblioteca. E produz uma grande satisfação por estar incentivando a leitura. Nesse post, algumas dicas.

Mas, eu já tenho uma biblioteca…

Biblioteca Amigo Livro no Balneário Nereidas em Guaratuba, litoral do PR,
idealizada por Silvia Buchalla, já recebeu livros da Freguesia

Pode até ser um local onde já exista uma biblioteca com poucos recursos e poucos livros no acervo. A Freguesia do Livro ajudará a incrementá-lo, enviando livros infantis, livros para adolescentes, livros de autoajuda, enciclopédias, gibis, enfim, os livros necessários para o perfil do público que já frequenta o local.

E quanto custa?

O mais importante é que a pessoa que solicitar a caixa da Freguesia do Livro não pagará nada por ela. A Freguesia do Livro é um projeto voluntário, e não cobra para montar essas pequenas bibliotecas. Queremos apenas o compromisso da pessoa em manter a biblioteca ativa e os livros circulando.

Você se animou com a ideia de montar uma biblioteca em sua comunidade ou ampliar uma que já existe?

Entre em contato conosco através do e-mail fregues@freguesiadolivro.com.br e faça também o seu cadastro no nosso blog.

 

Fotos: Juliano Rocha / Josiane Bibas

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Estes são os Pontos de Leitura da Freguesia do Livro, visite, relaxe e leia um pouco.

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Esse blog fala tanto em doação de livros que às vezes é bom a gente lembrar: somos simplesmente apaixonados por livros. E por isso nos empenhamos para que eles possam alcançar outras pessoas que gostariam de ter contato com eles e, por tantos motivos, não conseguem ou não podem. Dito isso, recordamos: leia muito e doe o que não vai ler mais!

A combinação cama e abajur é imbatível.

 
E como um abajur em geral precisa estar apoiado em um criado-mudo (ou criadomudo?), convidamos à leitura desse texto do Mario Prata.
O criado-mudo
Tudo começou quando resolvi me mudar do décimo para o quarto andar, aqui mesmo, neste edifício da Alameda Franca. Um carrinho de supermercado seria  o suficiente. Queria fazer lá embaixo um lar, já que isso aqui virou um  vício.E, como todo vício, tesão!Lá no quarto andar, tem quatro apartamentos.Eu não conhecia ainda os vizinhos quando o fato se deu. Passei o dia  levando coisas lá para baixo. Há dois dias faço isso, ajudado pela Cristina.Uma das últimas viagens e lá ia eu com a Cris ao lado, descendo pelo elevador. Carregávamos o criado-mudo. O criado-mudo tem uma gavetinha.Quando a porta se abriu, havia duas famílias esperando. Meus vizinhos.

Pai, mãe, crianças e até uma avó. Foi quando eu estendi o braço para me  apresentar como o novo vizinho que tudo aconteceu. E foi muito rápido.

Muito. Quando eu tirei a mão do movelzinho para cumprimentar aqueles que  agora são meus vizinhos, a gavetinha deslizou. Eu ainda tentei uma gingada  com o corpo pra ver se evitava a catástrofe, mas não adiantou. A filha da
puta estava indo para o chão, lisa como quiabo.

Estava indo para o chão com tudo dentro. E não existe nada mais indiscreto  que uma gavetinha de criado-mudo de um homem que mora sozinho. Ou mesmo  que não more. Ali você vai jogando coisinhas, papéis. Coisas, enfim.

Coisas que só têm um destino na vida: a gavetinha do criado-mudo.

Entre a danada escapar do móvel e esparramar tudo pelo chão, não devem ter sido nem dois segundos. Mas estes dois segundos foram sofridos. Neste pedacinho de tempo tentei, em vão, me lembrar do que era que tinha lá  dentro e, consequentemente, toda a vizinhança ia ver. Além da Cristina.

Não deu outra. A gaveta caiu de quina e tudo voou. E voou tudo de cabeça pra cima, tudo querendo se mostrar. Ar livre. Há quanto tempo aquilo tudo não via a luz do dia, já que ficavam debaixo do abajur lilás? E não ficou tudo amontoadinho, não. O material se esparramou legal pelo hall. Diante do que vi no primeiro bater de olhos, a idéia foi pular em cima e cobrir tudo com o corpo até todo mundo sumir dali.

Sim, na gavetinha do criado-mudo a gente joga tudo. Pelos meus cálculos, devia ter coisas ali dos últimos cinco anos. Que, é claro, eu não saberia dizer. Eu não tinha idéia do que é que estava indo para o chão e aos olhos da vizinhança estupefata.

Um pedaço da minha vida estava ali, no chão, sujeito à visitação pública.

Uma vergonha.

 E o pior é que não dava para pegar tudo de uma vez. Teve pilha que rolou escada abaixo. Moedinhas rodopiavam sem parar, fazendo aquele barulhinho.A primeira coisa que a Cristina recolheu foi um par de brincos douradérrimos. Que não eram dela. E eu não ia explicar ali que eu não tinha a menor idéia de quem fossem. Podiam estar ali há cinco, seis anos.As crianças olharam para três camisinhas e deram-se sorrisos cúmplices.Não foi bem este o olhar da Cris.Aquele pequeno despertador quebrou o vidro. Estava parado às 10 e 10 do dia 23, sabe-se lá de que mês ou ano. Três edições da Playboy. Velhas. Uma da Tiazinha. Constrangimento. Pra minha sorte, bem ao lado caiu a História da Filosofia, de I. Khlyabich. E o livro daquela jovem namorada do Sallinger, do Apanhador no Campo de Centeio. Amenizou um pouco. Trata-se de um masturbador de campo de pentelhos. E as camisinhas eram de 98, tava escrito lá. Limpou um pouco a barra. Um pouco. Sim, por outro lado, mostrava que desde 98 que eu… Deixa pra lá.Tinha o menu da minha aula de culinária de março. Naquele dia aprendi a fazer crepe de pancetta e brie, com a professora Bia Braga, junto com o Frei Betto, aluno também. Tinha procurado tanto o Guia de Acesso Rápido do celular. Tava lá. Agora eu ia aprender a apagar os telefones vencidos da caixa.
Meu Deus, o que é aquilo no pé do garoto? Viagra! E o filho da puta pegou e mostrou para o pai, que me olhou com pena, com dó: tão jovem…Tive que dar explicações: – Hehe, é o Jair, que é do 103, psicanalista, amostra grátis, aí. Tem dois…Já ia dar uma explicação da experiência que tinha tido com o que não estava mais ali, mas achei que os pais não iriam ouvir de bom grado, diante das crianças. Viagra é a maior sujeira, posso te garantir. Acho que não convenci ninguém. Cris, com os alheios brincos na mão, escondeu o Viagra. Vexame total. Mas isso era só o começo da minha vida esparramada no chão de mármore.- A conta da compra do computador que eu dei para a minha irmã.- Duas pilhas Duracell que jamais saberemos se estão boas ou já usadas.Esse problema de pilhas soltas me enlouquece.- Sabe aquelas moedinhas de orelhão que não funcionam mais? Várias.

- Uma foto minha com a atriz Manoella Teixeira, abraçados na porta do Ritz

(isso foi há dois anos, fui logo explicando).

- Uma cartela de Lexotan, uma de Frontal e uma de Zoloft. Pronto, os vizinhos não teriam mais dúvidas. Um louco deprimido se aproximava.

- Quatro canetas Bic que eu duvido que ainda funcionem.

- Uma capinha de celular que eu comprei há uns quatro anos e não serviu.

- Uma caneta dessas de marcar texto, aquela amarela, sabe? Seca, é claro.

- Um tubo de Redoxon, vencido há várias gripes.

- Um lápis sem ponta; aliás, dois.

- Um papelzinho com um telefone que jamais saberemos de quem é.

- Outro papelzinho com um telefone (procurei tanto… Agora não vai mais adiantar).

- Um benjamim.

- Um tubo (suspeitíssimo) de Hipoglós.

- Mais uma cartelinha (quase vazia) de Frontal.

- Um disquete de computador sem nada escrito nele. O que pode ter aqui?

- Um par de óculos escuros que nunca foram meus.

- Umas cinco ou seis chaves que nunca saberei que portas abrir.

- Dois tubos de KY, que quem sabe o que é pode imaginar o meu ar de sem jeito. E o cara do 43 levava jeito de saber, pela olhadinha que deu para a esposa, que ficou vermelhinha. Ela devia gostar de KY.

- Um livrinho mandado (e escrito) por um leitor, com o nome Ser Gay é Ser Alegre. Como explicar isso, de joelhos?

- E, para encerrar o meu derrame, um papel em branco com um beijo de batom vermelho, bem no meio. Tentei dizer que era da minha afilhada, Maria Shirts, mas não colou.

Fui recolhendo aquilo tudo, aqueles pedaços da minha vida e colocando de novo dentro da gavetinha. E me levantei.

Entramos em silêncio no apartamento, eu certo de que ia começar uma nova vida ali. Mas logo cheguei à conclusão de que a gente nunca começa nada, a gente continua.

Ajeitei o criado-mudo ao lado da cama. Fiquei olhando para o indiscreto móvel que eu achava mudo.

Mas que, em dez segundos, contara cinco anos da minha vida.

Mário Prata

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