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Arquivo da categoria ‘Bibliotecas comunitárias’

Mais informações sobre o caminho dos livros que recebemos em doação. Veja o primeiro resumo de 2013 aqui.

Em dezembro/12 e abril/13: uma livre distribuição de livros na Utfpr - Universidade Tecnológica Federal do Paraná – os alunos puderam escolher livros para seu lazer. Muito bacana. Veja mais aqui.

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A mesma coisa foi feita no Centro Universitário Claretiano. Livros das áreas de cursos que a universidade oferece chegando direto para quem pode aproveitar.

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Um supermercado no Bacacheri – Curitiba. Agora o Supermercado Gasparin tem livros para seus 80 funcionários no refeitório.

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Marcia nos encontrou pela internet e solicitou livros para duas iniciativas diferentes: para a biblioteca do Instituto Arayara de Educação para a Sustentabilidade e para a Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul do Grande Oriente do Brasil, no laboratório de um curso de informática gratuito para pessoas carentes da comunidade do Uberaba e demais regiões. E lá foram os livros!

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Silvanira pediu livros para Matinhos, litoral do Paraná, relativamente perto de Curitiba. Um parente veio buscar e pronto: livros para uma mini biblioteca numa associação de moradores da Comunidade Eldorado.
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Foz do Iguaçu também recebeu livros da Freguesia e dessa vez também pelas mãos da Tatiana, que abraçou a causa e resolveu fazer uma Freguesia por lá. Arrecadou livros, pintou caixas e levou para um centro de hemodiálise. Já colaborou até para mais um ponto de leitura, no Hotel Del Rey.
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Ajudamos em mais uma organização de biblioteca. Dessa vez foi na instituição De Mãos Unidas, onde uma caixa nossa já estava disponível para as crianças na hora do recreio.
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A Norma surgiu em nossas vidas no começo da Freguesia doando alguns livros. Em seguida, indicou nosso trabalho para uma pousada, onde agora temos uma caixa de livros para os hóspedes. Ela promove ações culturais e nos leva junto, o que achamos ótimo! Assim, já estivemos com ela na Quadra Cultural, evento que acontece em Curitiba promovido por um bar e que mobiliza muita gente.
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Agora ela nos apoia no Galpão Cultural Thá que, enquanto prepara a construção de um edifício, resolveu agitar o centro de Curitiba com atividades culturais bem variadas. E tem uma caixa de livros da Freguesia lá.
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Um grande Pedágio Literário feito no 2GET Sale nos trouxe muitos livros excelentes.

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E o Pedro nos mandou 3 caixas de livros do Recife!! Tem gente muito bacana nesse mundo!

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Livros que estarão, em breve, numa caixa perto de você!

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Frase batida, eu sei: uma biblioteca não é feita de livros, mas sim de leitores. Se isso é óbvio, então me responda: o que produz um leitor?

Naquele mar de crianças que atendíamos na biblioteca que a Freguesia do Livro montou na Vila Zumbi, algumas com vidas tão cheias de problemas que ler ou não ler deveria ser detalhe, muitas nos ignoravam solenemente. Outras tentavam se interessar e levavam livros para casa, mas aí o descaso atávico e familiar fazia com que os livros não fossem valorizados e, quando e se voltavam, apareciam com cara de quem passou por maus bocados. Mas teve dois ou três que, assim, do nada, amaram os livros. No meio daquela dura realidade, sentavam-se concentrados, escolhiam com critério, cuidavam ao levar os títulos escolhidos e voltavam todos pimpões para a troca na semana seguinte. E nos brindavam com presentes como esse:

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Alguém arrisca um palpite? Modelo em casa? Pouco provável, a irmã não demonstrava o mesmo interesse. Acertamos nas primeiras indicações de leituras? Com certeza essa alternativa encheria nossa bola, mas ele já começou assim, leitorzinho voraz. É mais inteligente que os outros e por isso lê, ou porque lê é mais inteligente que os outros? Ou é só mais curioso? Ou os livros chatos obrigatórios da escola não sabotaram seus voos literários, como fazem com tantos?

Então é isso, não sabemos o caminho, mas não desistimos de procurar. Lá no fim dele sempre pode ter alguém que está só esperando um livro para se descobrir leitor.

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A Freguesia do Livro existe porque algumas (cada vez mais, que bom) pessoas doam seus livros para que possamos criar pontos de leitura nos mais diversos locais. E para nós é muito importante mostrar para onde seus livros estão indo. Continuamos trabalhando e muito! Espalhando os livros e levando literatura e informação para muitos lugares. Aprecie.

Começamos o ano levando livros para Ilha de Valadares, uma pequena ilha que fica bem na frente de Paranaguá com acesso de carro apenas por uma pequena ponte, onde se passa só com autorização especial. E a Freguesia foi autorizada! Chegamos lá com um carro abarrotado de livros para 3 CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil): crianças de 0 a 6 anos receberam muitos livros lindos! Inclusive uma boa parte dos livros enviados da Holanda pela Juliette.

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Ilha de Valadares tem uma educadora muito ativa que combina muito com a Freguesia: ela faz parte de um projeto que estimula a leitura dos pais junto com as crianças do CMEI. É o projeto Sacolas Viajantes, do qual você pode saber mais aqui. Envolve leitura e desenho, e por tabela estimula os pais a lerem mais. Por isso levamos livros para adultos também, é claro!

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Fernanda precisava apresentar um projeto na sua escola e teve a ideia de falar sobre a Freguesia do Livro. Arrecadou livros e junto com os que mandamos, montou um ponto de leitura na Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho, em Santa Felicidade, Curitiba. Ler mais é mesmo um bom conselho.

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Livros e frutas combinam? E como! No meio das caixas de bananas, maçãs e uvas, desponta uma cheia de cultura e histórias. Com uma aceitação que nos faz pensar que esse é um lugar ideal para colocar mais caixas como essas. Você não conhece uma quitanda perto da sua casa onde poderíamos levar uma caixa cheia de livros? Avise-nos, que a gente leva (Curitiba e região metropolitana. Se for de mais longe, um desafio: arrecade livros e comece você um ponto de leitura). Caixas com livros na Frutaria São Francisco, no Ahú e na Casa Camponesa, no Hugo Lange. Visite e alimente sua fome de cultura.

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Rotaryanos ajudam a comunidade, isso todos sabemos. Essa gestão do Rotary Club Tibagi Guartelá identificou escolas rurais que tinham bibliotecas desabastecidas e solicitou o envio de livros. Eles foram levados para Ponta Grossa no caminhão de uma empresa que apoia nosso trabalho. Lá foram pegos pela Marise que tinha feito o contato e levados para a Escola Estadual Baldomero Bittencourt Taques, a 40 km de Tibagi. Rodaram, mas chegaram!

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A Gráfica Inpag, que nos ajudou com etiquetas adesivas, pensou e decidiu que ter livros para seus funcionários era uma boa ideia. Uma caixa da Freguesia partiu para Ponta Grossa.

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Algumas reposições aconteceram: levamos mais livros para os Centros de Hemodiálise da Pró-Renal e outros foram enviados para colaborar com as simpáticas Mini-bibliotecas de Araucária.

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Continua…

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Antes de começar a Freguesia do Livro, fomos tomar um café com o Alessandro Martins. Ele é o autor do blog Livros e Afins onde faz circular tudo o que tem a ver com esse tema. Ou seja, referência importante no cenário literário.

Ele apoiou a ideia, pois já fazia algo parecido e pioneiro na Bibliopote, aqui em Curitiba. As ideias de Alessandro são inspiradoras, a começar por esse elenco de motivos para doar livros que trouxemos diretamente do blog dele. Você pode ver o post na íntegra, conhecer e acompanhar o blog do Alessandro entrando aqui: livroseafins.com

9 motivos para dar seus livros

Por Alessandro Martins/ Livros e Afins

Livros trazem dentro de si as vozes de homens e mulheres que muitas vezes atravessaram as décadas, os séculos, para chegar até nós. É a voz forte dessas pessoas, falando diretamente aos nossos ouvidos numa relação tão íntima, que ouvimos quando lemos tais páginas. Quando fechamos um  e o mantemos na estante para o resto de nossas vidas, calamos essas vozes que mereciam ser ouvidas por mais pessoas.

É no que acredito.

Poucos são os livros que realmente precisamos manter em nossa posse.

  • Um livro antigo ou raro
  • Um livro com uma dedicatória especial, autografado ou que pertenceu a alguém que, para nós, é importante
  • Livros de consulta ou de referência, como dicionários ou literatura técnica usada com frequência para o exercício de um trabalho
  • Alguma outra situação de que não lembro no momento, mas acho que você entendeu

Livro não é enfeite

Livros não são enfeites ou troféus. Foram feitos para serem lidos. Não para serem exibidos como quem diz: “Veja! Veja! Quantos livros li! Veja como sou culto e inteligente”.

Aqueles livros de que mais gostamos são justamente os livros que devemos passar adiante. Afinal, se gostamos, por que não deixar outras pessoas gostarem deles também?

E, se elas não gostarem, poderão mais uma vez passar adiante o livro, num ciclo infinito até que ele chegue às mãos, aos olhos e aos ouvidos atentos de uma pessoa como você: a pessoa para quem o autor escreveu aquilo, como quem escreve uma carta destinada a atravessar o rio do tempo e do espaço.

Presentear, quando feito de coração, faz mais bem a quem presenteia do que a quem recebe. Na verdade, faz bem às duas partes.

Assim, considero que há diversos motivos para se presentear ou doar livros que estão em suas estantes, dos mais nobres aos mais práticos:

  1. Espaço: se você gosta de ler, novos livros devem chegar a todo instante a sua estante (rima involuntária). Por que não abrir caminho para os livros novos?
  2. Limpeza: livros (quando parados) juntam pó. Tenha mais tempo para ler e gaste menos tempo limpando estantes
  3. Simplificar: você já pensou em ter menos coisas e ter uma vida mais simples?  Assista esta palestra e leia este post que, cada um a seu modo, falam sobre simplificar a vida. A sensação de simplicidade e organização
  4. Parar de se importar com empréstimos que não voltam: todo o mundo que empresta livros e fica sofrendo por que eles não voltam deveria ler a Regra de Ouro Para o Empréstimo de Livros
  5. Colaborar com a leitura: frequentemente aqueles que mais reclamam de que o Brasil é um país que não lê, que livros são caros e outras chorumelas são aquelas pessoas mais sovinas com os seus livros, contribuindo com o baixo número de livros lidos por ano por pessoa
  6. Socializar suas preferências: quando seus amigos gostam dos mesmos autores que você ou compartilham dos mesmos gostos literários vocês têm mais sobre o que conversar. Dando livros de seus autores preferidos você contribui com esse ambiente
  7. Ser generoso: não é para bonito ou para dizer que você é generoso. A generosidade é uma qualidade que é um bem em si e quem já descobriu isso não tem como expressar. Por exemplo, a gratidão de um amigo que descobriu um novo autor graças a você não tem preço
  8. Exercitar o desapego: poucas coisas são realmente essenciais. E, embora eu ame livros, a posse dos livros não é uma delas. Os livros, seu conteúdo e seu objetivo de espargir ideias, sim, o são. Estamos partindo para um momento em que o ser é mais importante que o ter, as experiências mais importantes que as posses
  9. Manter a voz de seus escritores preferidos viva: já falei sobre isso no início do texto, mas julgo importante

Assim, minha sugestão é: doe e dê livros que estão em sua estante.

Escolha pelo menos metade deles e experimente o ato transformador que é fazer os livros voarem.

Escolha amigos adequados para livros adequados e presenteie.

Escolha a biblioteca que melhor receberá essas obras, de maneira que eles cheguem ao maior número de pessoas possível.

 

E se você quiser coroar esse post com a leitura de belo texto de José Carlos Fernandes sobre a Bibliopote, acomode-se e entre aqui: Dois pães e um livro, por favor.

Imagem inicial daqui.

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Temas de reflexões apaixonantes, discussões engajadas  e cheios de complexidade, eles sempre nos fazem pensar…

  • Para onde vão seus livros depois de doados? Doar livros é essencial e muitas pessoas estão praticando o desapego e doando seus livros. Mas como saber para quem doar? A instituição é de confiança? Meus livros serão lidos? Siga essas dicas para buscar informações sobre campanhas de arrecadação de livros antes de doá-los sem conhecer exatamente seu destino. Tenha certeza de que sua contribuição será útil para muitos.
  • Livros e revistas semanais ou de atualidades antigos (Veja, Superinteressante, Isto É, Época), livros didáticos, apostilas de cursinho vestibular ou de idiomas (preenchidos ou em branco), enciclopédias velhas e livros jurídicos antigos, desatualizados, livros e gibis riscados, rasgados e manchados, que já não servem para consulta ou leitura, podem ser aproveitados para reciclagem. E você mesmo pode encaminhá-los. Saiba como.
  • booksEntenda porque os livros didáticos e apostilas de cursinho vestibular ou de idiomas não servem como doação para algumas bibliotecas comunitárias.

Outros posts interessantes:

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A proposta é simples: levar livros para oferecer gratuitamente ao público que frequenta a feira. São pessoas que podem comprar livros, você pode estar pensando. Mas são principalmente pessoas que, se param diante de nossas caixas e se interessam em levar livros para casa, devem gostar de ler. Se gostam de ler, têm livros em casa. Se têm livros em casa, podem doar alguns para a Freguesia. Entendeu a ideia? E foi muito bom ver como todos apóiam a iniciativa e repensam seus acervos parados em casa…

Fotos de um dia lindo, feitas pelo fotógrafo Munir Bucair Filho, que passou o dia lá conosco, sob chuva e sol escaldante.

Fotos Controversos Fauxtografos

Esse post participa do 5o BookCrossing Blogueiro, promovido pela Luma do blog Luz de Luma. Nesse post você pode conhecer essa iniciativa que convida a todos a libertarem seus livros esquecidos e presos em estantes. O que a Freguesia fez na feira do Alto da Gloria – Curitiba, foi um grande BookCrossing!

Você também pode participar desse movimento: mande livros para a Freguesia do Livro ou entre na página do BookCrossing no Facebook, escolha um livro e liberte-o em algum lugar onde possa ser encontrado e apreciado por outro leitor.

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A Freguesia está ficando espalhada e famosa. Você que nos acompanha, que doa livros, que cria pontos de leitura nos lugares que frequenta, faz parte dessa história.

Livros que andam por aí

Disseram que “tudo” ia parar na internet. Uns desmontaram suas bibliotecas. Outros reagiram criando espaços para a leitura.

30/09/2012 | 00:06 | DIEGO ANTONELLI E JOSÉ CARLOS FERNANDES

Aconteceu em 2009. Um grupo de moradores da Vila das Torres, zona de ocupação das mais antigas de Curitiba, se deu conta da quantidade de livros encontrados no lixo recolhido pelos carrinheiros. Estima-se que a reciclagem ocupe 30% dos cerca de 8 mil habitantes do local. Foi essa gente, a seu modo, que reuniu o primeiro milheiro de títulos, colocou numa sala emprestada por José Francisco Sanches, o Baleia, chamou as crianças para ver e se tornou um assunto sem fronteiras. A Biblioteca Comunitária da Vila das Torres virou um símbolo da cidade.

Pudera. Nesses tempos velozes em que muitos adiantaram que os livros de papel morreriam, os mesmos livros chamaram atenção para uma vila mais conhecida pelo noticiário policial. Comovidos, muitos levam cestas de romances e gibis até lá, engrossando o acervo que beira os 2,5 mil exemplares. A turma da Torres não ficou imune ao acontecido. Fala com orgulho da biblioteca.

Na balança

Analistas indicam os melhores espaços de leitura

A série Leitura na Prática perguntou a cinco especialistas o que faz de um espaço de leitura um espaço adequado. Foram consultados o arquiteto Manoel Coelho; a educadora Margareth Fuchs; a pesquisadora Elisa Dalla Bona; a biblioteconomista Suely Ferreira da Silva, e a presidente do Conselho de Biblioteconomia do Paraná, Marta Sienna.

“A biblioteca tem que ser algo encantador, onde as pessoas possam se encontrar, bater papo sobre os livros. Participar de projetos, de encontros com escritores”, observa Elisa Dalla Bona. Este é tom da conversa. Foi-se o tempo do silêncio de velório e dos livros guardados a chaves. Espaço que se preste à leitura garante a paz e a ordem, mas também dinamismo, estímulo e garantia de que ali nenhum dia é igual ao outro.

Entre os espaços citados pelos entrevistados como modelares se destacam a Biblioteca Pública do Paraná, pela grandeza do acervo e por garantir o encontro dos usuários com grandes autores; A Biblioteca da Universidade Positivo, que tem arquitetura arrojada e é aberta à comunidade vizinha; E a Biblioteca da Vila das Torres, símbolo da resistência da leitura na capital.

Curiosidades

Minibibliotecas pelas praças

Em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, foram instaladas pela Secretaria de Cultura cinco minibibliotecas pela cidade. O projeto funciona desde o dia seis de setembro. Cada minibiblioteca tem um acervo de 30 títulos, sendo 10 infanto-juvenil, 10 infantil e 10 de literatura adulta. Os acervos são verificados a cada 15 dias por funcionários da Divisão de Literatura, para avaliação dos pontos e possível renovação e reposição de acervo. Os empréstimos são realizados sem a burocracia habitual de preenchimento de fichas ou cadastros – funciona na base da confiança de que a pessoa irá devolver a obra.

As bibliotecas estão disponíveis na Praça João Paulo II (em frente à Câmara Municipal), na Praça Doutor Vicente Machado e na Praça São Vicente de Paulo. Também existem os espaços na Unidade de Saúde do Tupy e no Núcleo Integrado de Saúde (NIS III).

Informações pelo telefone da Divisão de Literatura: (41) 3905-6065.

Viagem literária

Em Avaré, no interior de São Paulo, há o projeto “Embarque nessa viagem”, idealizado pela prefeitura, que disponibiliza livros na rodoviária. A ideia do projeto é fazer com que o usuário aproveite o tempo de espera do ônibus para ler. A meta é incentivando o hábito da leitura. A atividade começou no mês de agosto e se manteve em setembro. Ela será realizada durante três dias dos meses de outubro, novembro e dezembro. A pessoa pode ler os livros no local, levar para a casa com devolução no mês seguinte ou, levar o livro sem precisar devolver, como doação.

Anatomia das bibliotecas

Iluminação. Um café. Um convite para quem entende dos livros dar uma palavrinha. Os espaços dedicados aos livros podem sim perder a sisudez e ganhar adeptos.

Analistas mostram como e por quê. Leia.

O espaço hoje funciona no Clube de Mães e atraiu um voluntário tão inspirador quanto a biblioteca. Maicon Arruda, tem 21 anos, cursa Odontologia e gasta a maior parte do seu tempo na lida com os livros. É da vila. Calcula ter catalogado 1,5 mil títulos, nas horas vagas, porque nas “horas gordas” o que faz mesmo é ajudar a piazada da região nas lições de Matemática. Também faz contação de histórias. E dá conselhos aos candidatos à literatura.

Ainda chegam livros do lixo – o que explica a excentricidade do acervo. Está ali uma edição de O Capital, de Karl Marx, e a biografia de Obama, escrita por David Remnik. O que não para nas estantes, contudo, é a série Crepúsculo. E o título do coração de Maicon, O segredo, de Rhonda Byrne, que indica sempre que consultado pelos 30 usuários dia que atende. “Tem quem não saiba ler. Com esses eu sento, abro um livro de imagem e vou conversando”, conta o jovem que lembra figuras como Otávio Júnior, criador da “barracoteca” do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro.

A Biblioteca Comunitária da Vila das Torres é o exemplar mais famoso de um movimento informal que varre as cidades – o de culto aos espaços alternativos de leitura. São incontáveis. Há quem transforme saletas de prédios em espaços para ler – como o fotógrafo Alberto Viana [assista vídeo]. E quem se ocupe de dividir todas as sobras de livros por lugares onde possam ser reaproveitadas. É o caso de Josiane Mayr Bibas, 52, e Ângela Marques Duarte, 51, há um ano à frente da Freguesia do Livro.

O projeto nasceu por acaso. Depois de 25 anos atuando como fonoaudiólogas, as duas decidiram doar o acervo de livros infantis que guardavam nos consultórios. Desembarcaram com as caixas na Vila Zumbi, em Pinhais. “Tudo cheirozinho e arrumadinho”, como lembra Ângela. Foi quando descobriram que sabiam muito pouco sobre a realidade de lugares em que o livro é um luxo, e que por isso mesmo, sem a ação dos mediadores, estavam muito próximos do lixo. “A primeira experiência foi meio autofágica”, diverte-se.

Ouvi-las falar da aventura que viveram é uma escola. Não pararam mais de reunir exemplares descartados. “Um dia alguém dizia – ‘preciso abrir espaço nesta sala’ – e lá estávamos nós, carregando enciclopédias”, lembram. Josiane teve a ideia de oferecer na internet os livros sob sua custódia. Surpresa. Pensava que viria um pedido do Cajuru, mas recebeu um pedido de Xapuri, no Acre. “Viramos aquelas pessoas que ao saber que alguém vai viajar perguntamos se podem levar uma caixa de livros…”

Não pensem em caixas molambentas, com o fundo caindo. São caixotes reciclados, com a logo da Freguesia. Os livros estão bem apanhados e selecionados, a depender do interesse do freguês. Uma escola de inglês adorou a seleta que a dupla preparou. Do contrário, os livros cairão em desgraça. Alguém quer Dale Car­negie de 30 anos atrás? Elas têm.

Não é difícil prever que a iniciativa toma todas as tardes das idealizadoras. Marcam tudo num mapa. Calculam ter enviado caixas de livros a 50 lugares pelo menos. Planejam agora ir a feiras e praças e pousadas. E seguem com o atendimento ao Eco Cidadão, nos quais instalaram velhas Barsas para carrinheiros. “Quem disse que não servem mais?”, desafiam. Abandonada, só a ideia de comprar um ônibus, enchê-los de livros, levando às últimas instâncias o espírito de Thelma e Louise. De resto, não lhes falta estrada. “Vamos a lugares que sequer imaginávamos existir. A gente liga o GPS e pronto”, conta Josiane.

O poder público parece ter passado por febre semelhante à da Freguesia. Há dois anos, a Fundação Cultural de Curitiba criou 15 espaços inusitados de leitura. São o que há. Funcionam em terminais de ônibus e não raro em formatos que afugentam o pior inimigo do livro – a indiferença.

Não é a única qualidade do programa. Os acervos são seletos. E os atendentes – alçados ao status de mediadores de leitura – estudam em universidade e são leitores confessos. “Eu me sinto formando gente para o livro. Mesmo quando ouvi gritos de um passageiro horrorizado com o Caio Fernando Abreu”, lembra a acadêmica da Letras da UFPR Hellen Suzy Santos, 20. Ela atua no Espaço de Leitura do Terminal do Pinheirinho. Inesquecível? O morador de rua que lê para o pai na carreira de rodas. “Ele me vê e grita: ‘Ô moça da leitura’. Quer mais?”

O texto na íntegra no site da Gazeta do Povo está aqui. E outro link que leva para nosso trabalho é esse. Só é preciso complementar que Ângela e eu fazemos parte de uma equipe composta ainda por Mari Mayr, Dani Carneiro, Juliano Rocha e nosso assessor para assuntos aleatórios, Marcelo Muzzillo. Sem esse apoio, esse trabalho não andaria. E sempre tem lugar pra mais um!!

E esse vídeo é o que é citado na matéria. Vale a pena ver!

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Além de ser muito legal, doar livros é uma atitude solidária.

Essa é a coleção de livros doados pela Kátia Klassen, professora de língua portuguesa, literatura brasileira e redação jornalística, diretamente de seu acervo pessoal, trazidos de São Paulo para Curitiba. Parte da coleção foi doada para a biblioteca comunitária que a Professora Nadzieja está montando no bairro Uberaba. Um grande exemplo de solidariedade que pode ser praticado por muitas pessoas.

É bacana perceber que as pessoas estão se conscientizando da importância de doar livros e destiná-los a locais em que elas sabem que serão bem aproveitados. No início de nosso trabalho com a Biblioteca Comunitária do Sítio Vanessa, há um ano e três meses, encontramos algumas resistências. O livro no Brasil é caro, isso é um fato, e quem compra tem apego, seja por amar aquele livro, aquela história, aquele autor, e também pelo preço que pagou naquele exemplar.

Mas ao longo desse ano, encontramos pessoas dispostas a deixar seus livros livres para novos leitores.

O importante para quem está iniciando uma biblioteca comunitária, ou que já tem uma em funcionamento é mostrar retorno àqueles que doaram livros. Publicar nos blogs e redes sociais as iniciativas com fotos e textos descritivos e mostrar as ações educativas, as tardes recreativas, os momentos de leitura, para que aqueles que doaram livros possam ver que eles estão sendo muito bem aproveitados, e o mais importante, perpetuados.

Para aqueles que estão começando a se desapegar de alguns exemplares e que estão abrindo a mente para uma possível doação, meu conselho é que procurem locais idôneos, conheçam as bibliotecas do bairro e da comunidade, dediquem-se a uma pesquisa um pouquinho mais aprofundada, seja na Internet, ou pelo telefone, ou até mesmo na conversa diária com amigos, colegas, vizinhos e parentes, para descobrir qual é o melhor local,  o mais apropriado para doar seus livros e ter a certeza de que eles serão bem aproveitados e utilizados tão bem quanto o antigo dono.

Foto: Daniele Carneiro – Texto publicado originalmente em Bibliotecas do Brasil

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Aqui estamos para apresentar a mais recente resenha de atividades da Freguesia. Assim, você que nos doa livros, acompanha os movimentos que seus livros estão fazendo e percebe que é um importante agente nesse incentivo à leitura.

Livros em uma escola de yoga: Ashram Montserrat- Lui. Combinando com o perfil do público, uma caixa está a disposição dos alunos em um lugar cheio de paz e bons fluidos.

Livros na Sensorial Bazzar, uma loja que preza o bem-estar. Lá também colocamos à venda lindos marcadores de livro doados pela amiga Carmen Strobel.

Começamos a ajudar a formação de uma biblioteca comunitária no bairro Uberaba, aqui em Curitiba, idealizado pela professora Nadzieja.

Concluímos a organização da biblioteca na instituição Passos da Criança.

Uma caixa de livros foi para a Pousada Ribeirão das Pedras, em Bocaiúva do do Sul. Hóspedes com literatura!

Livros estrangeiros em alemão, inglês, francês, espanhol, italiano… Para onde? Para o Celin, centro de línguas da UFPR. Livros para os alunos se servirem à vontade!

No Restaurante Vegetariano Sorella – Curitiba. Por enquanto, no do Centro Cívico. Em breve também no Champagnat.

No restaurante Costela no Rolete Nick. Os fregueses têm mais um bom motivo para ir e vir.

Mais EcoCidadãos receberam caixas com livros. Dessa vez estivemos na Associação Natureza Livre. Faltam poucos para completarmos todas as associações de catadores de material reciclável de Curitiba.

E continuamos a restaurar caixas e mais caixas de frutas, transformando-as em caixas de livros. Trabalho em equipe.

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Energia. É o que a gente percebe na professora Nadzieja. Dá aulas em casa, prepara a moçada para concursos, cheia de estratégias infalíveis que anos e anos de magistério lhe ensinaram. Faz oficinas literárias na Fundação Cultural de Curitiba, tem textos publicados, outros sendo escritos e está aprendendo a restaurar livros.

E quer começar uma biblioteca na comunidade onde mora, no bairro Uberaba – Curitiba. Está arrecadando livros, cadastrando-os e se preparando para logo ocupar o espaço que a Associação Comunitária da Vila São Paulo vai ceder  com estantes e livros para a população da vizinhança que tinha aprendido a gostar de ler nos 15 anos de existência da Biblioteca Casa Kozác, fechada por motivos diversos.

A Freguesia levou livros. E pretende continuar levando, para que esse sonho de Nadzieja se torne realidade. Sua energia é contagiante e nós fomos irremediavelmente contaminados.

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