Estes são os Pontos de Leitura da Freguesia do Livro, visite, relaxe e leia um pouco.
Posts de maio \31\UTC 2012
Mapa da Freguesia
Publicado em Bibliotecas comunitárias, Cantos de leitura, Onde ler em 31/05/2012 | 1 Comentário »
E a Freguesia continua!
Publicado em Bibliotecas comunitárias, Consumo consciente, Doações de livros, Livros, Pontos de leitura em 28/05/2012 | 10 Comentários »
Desde o último relatório de nossas realizações, dos Pontos de Leitura que estamos formando, muita coisa aconteceu!
Um projeto lindo: a Freguesia entra com a inspiração e dicas do como-fazer e a Escola Israelita Brasileira Salomão Guelmann entra com a “mão de obra”, crianças dispostas a arregaçar as mangas e levar livros para uma comunidade carente. Fruto da ideia de Silviane lendo nosso blog, uma turma dessa escola particular da cidade está adotando a biblioteca de uma instituição que abriga 40 crianças em situação de risco social, a Fundação Iniciativa. Alunos da escola vão arrecadar livros e incentivar outras crianças a ler. Duas realidades se encontrando através dos livros. Iniciativa a ser multiplicada em outras escolas, não acham?
Hospital Federal do Andaraí, Rio de Janeiro. Longe, é verdade. Mas pudemos contar com a ajuda de uma empresa de lubrificantes, a Ingrax (aquela onde montamos a nossa primeira biblioteca), que transporta produtos no eixo Curitiba-Rio. Conseguimos entregar uma caixa bem recheada de livros para esse hospital que atende várias comunidades carentes da região. Gostaríamos de atender todos os pedidos que têm vindo de diversos lugares do Brasil, mas a dificuldade é sempre o transporte.
Uma super oportunidade, para nós que queremos criar pequenas bibliotecas e para os catadores de material reciclável de Curitiba: estamos levando livros para todas as unidades da EcoCidadão, associações e cooperativas de reciclagem da cidade, uma parceria da FAS (Fundação de Ação Social), Prefeitura de Curitiba e da Aliança Empreendedora. São 13 unidades, e já levamos em duas, no EcoCidadão Água Nascente no bairro Boqueirão e no EcoCidadão Graciosa no bairro Atuba.
Quem é de Curitiba, conhece o Beto Batata, que mudou de nome recentemente e agora se chama Aldeia do Beto. Como características esse restaurante tem uma deliciosa batata suiça e um forte apoio às artes plásticas e à música na cidade. Combina muito bem com uma pequena biblioteca de livros que ficarão disponíveis para o sistema “Leve um, deixe um”. Os clientes do Beto agora têm mais um motivo para ir e voltar.
A Freguesia combina com a Aldeia do Beto, pois na frente encontramos essa frase. Pense nisso.
Uma caixa com livros em inglês foram para a EXIEN, escola de inglês. Os alunos vão ter mais oportunidades de exercitar a língua que estão aprendendo.
Mais um salão de beleza. Dessa vez, as funcionárias do Acqua Spa do Graciosa Country Clube receberam uma caixa de livros da Freguesia. Romances e auto-ajuda foram os pedidos. E o salão contribui conosco doando as revistas à medida que chegam as novas. Contigo, Stilo, Caras, Elle… revistas muito bem-vindas em outros Pontos de Leitura.
Os Pedágios Literários estão funcionando que é uma beleza! Já tivemos vários em casas de amigos, jantares e bazares em que os convidados e clientes trouxeram um (ou mais) livros para doar para a Freguesia. A Freguesia agradece aos que abraçaram a ideia.

Pedágio no CraftBazar. Iniciativa da Lu Picoral.
Conhecemos a Juliette, brasileira que mora na Holanda e que tem nos ajudado doando livros infantis holandeses que traduz e adesiva com os novos textos. Ela veio ao Brasil ver a família e aproveitou para vir a Curitiba conhecer nossas iniciativas.
Estamos quase prontos para lançar nossa linha Recicla Cultura. Marcadores de livros, sacolas retornáveis, blocos, lápis cera… Tudo partindo de material que quase estavam indo para o lixo. E que encaixam perfeitamente no conceito básico da Freguesia: consumo consciente.
Fotos por Jô Bibas e Juliano Rocha.
Recicla Cultura
Publicado em Consumo consciente, Produtos à venda, Reciclagem, Reutilização, tagged atitudes, Consumo consciente, Doações, doações de livros, incentivo, Reciclagem em 28/05/2012 | 6 Comentários »
Você compra uma calça jeans. Usa muito. Ela vai ficando mais confortável com o passar do tempo, mas chega o dia que não dá mais: ela fica velha, rasga, sai de moda e você… doa. Você faz a mesma coisa com outras roupas, com cobertores, com pijamas, louças e objetos da sua casa que não usa mais. Pensa: se eu não estou usando, alguém, em algum lugar, pode usar. Então vou doar.
Este é um dos princípios do consumo consciente que tem outros como planejar as compras, avaliar os impactos de seu consumo, consumir apenas o necessário, reutilizar produtos e embalagens, separar o lixo e refletir sobre seus valores.
Assim, nós da Freguesia do Livro percebemos que quando livros são doados e transformados em pequenas bibliotecas para o acesso de novos leitores, estamos praticando e incentivando o consumo consciente. Os livros que você doa estão sendo reutilizados por outras pessoas, ao invés de ficarem reclusos em prateleiras. O mesmo acontece com as caixas de madeira de frutas, que reaproveitamos, decoramos e dentro delas levamos os livros aos Pontos de leitura.
Ou seja, doar livros é um ato de consumo consciente. Entendido isso, resolvemos que podemos desenvolver outros produtos partindo dessa ideia, a reutilização de materiais que estão sendo descartados transformando-os em objetos úteis cuja venda pode trazer recursos para que a Freguesia do Livro possa continuar. Recursos que nos possibilitariam alugar uma sala com muitas estantes e enviar os livros para lugares distantes no Brasil.
Então aqui apresentamos a nossa linha de produtos Recicla Cultura:
Bolsas Retornáveis: a partir de banners usados, confeccionamos bolsas para carregar compras e livros.
Marcadores de livros: voluntários e amigos vão confeccionar marcadores com restos de tecidos, de papel de scrap, de páginas de livros estragados. Estes, por exemplo, foram feitos por Ro Pujol e Dani Carneiro.
Lápis de pinhão: a partir de restos de giz de cera, Maria Fernanda vai produzir lápis-cera com formato de pinhão.
Blocos e cadernetas: com os cadernos semi usados que recebemos em doação, fazemos blocos e cadernos pequenos.
Você pode participar dessa ideia também! Pode doar ou encontrar quem tenha para contribuir com a Freguesia: giz de cera (restos ou novos), banners já utilizados, cadernos semiusados e retalhos de tecido ou de papeis de scrap.
Livros e EcoCidadão
Publicado em Bibliotecas comunitárias, Consumo consciente, Curitiba, Doações de livros, EcoCidadão, Pontos de leitura, Reciclagem, Reutilização, tagged atitudes, bibliotecas comunitárias, EcoCidadão, incentivo, Pontos de leitura em 28/05/2012 | 5 Comentários »
A história começa com um fato: nem todos os livros que recebemos chegam em condições minimamente, digamos, legíveis. Apostilas velhas e rabiscadas, livros despedaçados, revistas em condições calamitosas. Aquilo que pode ser aproveitado e foge da intenção da Freguesia é encaminhado à Biblioteca Pública, aos Farois do Saber, a sebos. Mas sobram aqueles que não têm mais futuro, chegaram ao fim da sua história o que, aqui em Curitiba, significa ser levado às cooperativas de catadores de material reciclável.
A história continua com uma surpresa: Um parente da Dani Carneiro leva livros em péssimas condições a uma dessas cooperativas e percebe que a funcionária se interessa pelo pobre volume, ela diz que vai guardar, e pergunta se do lugar de onde vem esse não tem um livro da Clarice Lispector?
A história vai adiante com uma decisão: vamos tentar montar pequenas bibliotecas da Freguesia nas unidades EcoCidadão de Curitiba, começando por aquela que citou Lispector, devidamente munidos de um exemplar da autora. Receptividade excelente e o contato com a agente da Aliança Empreendedora nos leva ao caminho da expansão da iniciativa e à autorização para levar nossas pequenas intenções literárias a todos os Parques de Reciclagem.
Final da história: temos certeza de que vamos mudar a história de muita gente.
O EcoCidadão é um projeto da Aliança Empreendedora em parceria com a Prefeitura de Curitiba.
Fotos por Juliano Rocha
Monte sua biblioteca a partir de uma caixa de feira da Freguesia do Livro
Publicado em Bibliotecas em 15/05/2012 | Deixar um comentário »
Montar uma pequena biblioteca no local onde você trabalha, estuda, frequenta, ou até mesmo em sua comunidade agora é fácil. Basta uma caixa de feira recheada de livros voltados para o perfil de seu público. Por exemplo, para uma loja de montanhismo, que é uma das bibliotecas que vamos ajudar a montar, nós selecionamos livros infantis com temática escoteira, livros de viagem com lugares paradisíacos, livros de arqueologia, livros de aventura, busca espiritual, livros de geografia e história não-didáticos, mapas, biografias e literatura como a de Jack Kerouac e Jack London. “On The Road” e “O Apelo da Selva” (que nas traduções mais recentes chama-se “O Chamado da Floresta”), e o livro de Jon Krakauer que imortalizou o viajante e idealista Chris McCandless, nos parecem perfeitos para uma loja voltada para aventuras, caminhadas e vida ao ar livre!
Comece agora a sua biblioteca! Entre em contato com a Freguesia do Livro através do email fregues@freguesiadolivro.com.br ou deixe um comentário no blog. Se você já está de cabeça feita e pretende tocar em frente o projeto de montar uma biblioteca, preencha o cadastro.
Foto: Juliano Rocha
O que é ser freguês?
Publicado em Bibliotecas, Como ajudar, Consumo consciente, tagged atitudes, Como ajudar, Consumo consciente, Contador de histórias, Curitiba, doações de livros, incentivo em 15/05/2012 | Deixar um comentário »
Freguês. [Do lat. vulg. hispânico fili eclesiae, "filho da igreja" ] S. m. 1. Habitante de uma freguesia; paroquiano. 2. Aquele que compra ou vende habitualmente a determinada pessoa. 3. P. ext. Comprador, cliente. 4. Bras. Pop. Pessoa qualquer; indivíduo. Fonte: Novo Dicionário Aurélio.
Queremos aumentar a freguesia dos livros, dos que doam e dos que recebem. Queremos aumentar o número de caixas de livros que disponibilizamos em locais improváveis (ou mesmo nos mais prováveis) por acreditar que mais e mais pessoas vão descobrir novas maneiras de pensar, refletir, questionar, comentar, sobre assuntos corriqueiros, banais ou mesmo assuntos nunca antes pensados ou imaginados.
Quando conversamos com alguém ou somos atendidos nos mais variados lugares e nos irritamos porque a pessoa não compreende o que dizemos ou mesmo porque o nosso interlocutor não sabe se expressar, culpamos o ensino, a televisão, os jogos eletrônicos, as horas no computador. Com certeza estes são fatores que influenciam na aquisição da linguagem. Dependendo do uso, será uma linguagem mais aprimorada, ou não. Porém, será que não é tempo de refletir sobre o que cada um de nós pode fazer? Ouvi uma pessoa contar que separava todo o lixo da sua casa até ver, em uma reportagem na televisão, que alguns carrinheiros jogavam parte do conteúdo dos seus carrinhos no rio Belém. Sendo assim, acreditando que o lixo não seria corretamente separado, muito menos reciclado, a pessoa resolveu abandonar o trabalho de separar seu lixo doméstico !!…
Se uma pessoa tem condições de avaliar uma situação, por que não tentar dar um rumo positivo ao problema “aparentemente insolúvel” que surgiu? Mesmo que seja em pequena escala?
Incentivar as pessoas a ler pode ser um começo. Pensar nas suas atitudes também!
É a Freguesia que está passando.
Publicado em Bibliotecas, Desapego, Gostar de ler, Livros, tagged Biblioteca livre, doações de livros, Livros em 10/05/2012 | Deixar um comentário »
Olha aí, freguesia, é a Freguesia do Livro que está chegando!
É o livro, bem fresquinho!
Livro de história, de criança, de gente grande, de escola!
É o livro, que vai mudar a sua história, freguesia!
Levando um livro, bem fresquinho, você abre uma janela.
Levando mais livros, você abre as portas dos seus sonhos, freguesia!
Permita que mais pessoas tenham acesso aos livros, libertando os seus. Livros livres abrem portas para novos sonhos.
Você pode doar livros. E você também pode sugerir locais onde podemos formar pequenas bibliotecas: o salão de beleza que você frequenta, a panificadora, a sala de espera do seu médico, no refeitório da sua empresa, em alguma instituição ou hospital do seu bairro, no restaurante onde você almoça todos os dia. É fácil, sem compromisso e você estará nos ajudando a espalhar cultura. Mande-nos sugestões!
Ilustração de Leonardo Samoria
Biblioteca é transformação
Publicado em Como ajudar, Desapego, Uncategorized em 08/05/2012 | Deixar um comentário »
Biblioteca e livros à disposição significam um povo mais exposto ao conhecimento, ao aperfeiçoamento pessoal e intelectual. Significa também um povo mais resistente à subjugação. Nós precisamos aproveitar esse conhecimento que as bibliotecas e os livros nos proporcionam e nos instruir. Valorizar a leitura. Nos dedicar à ela um pouquinho diariamente. Ler um livro de cada vez, e quando chegar ao final do ano, constatar que lemos muitos livros, que conhecemos muitas culturas, muitos lugares, que sabemos pelo menos um pouco a história do mundo, da humanidade, e dos assuntos que mais nos cativam.
Do bunker da Freguesia do Livro, os livros que VOCÊ doou seguem para as mãos de novos leitores.
Precisamos trocar conhecimento entre amigos, colegas, parentes, funcionários e também com as pessoas que ainda nem tivemos a chance de conhecer, através de nossos blogs, das redes sociais, através de conversas, e trabalho voluntário em lugares completamente diferentes daqueles que estamos acostumados a frequentar. Precisamos fazer com que nossos conhecimentos circulem. E nossos conhecimentos podem circular através dos livros que doamos, dos textos que escrevemos, das ideias que disseminamos para aqueles que conhecemos, através das nossas conversas diárias, através das pessoas e vozes que tornamos conhecidas, através da nossa escrita e leitura. Conhecimento circulando é crescimento.
E se todos tivessem acesso ao conhecimento que nós julgamos ter? E se as pessoas tivessem acesso aos livros que nós temos em nossas estantes, e a partir de suas próprias leituras, também passassem a amá-los, cada um ao seu jeito? E se eles conhecessem os nossos autores favoritos, se tivessem o mesmo conhecimentos que nós julgamos ter? Como seria se as pessoas tivessem a mesma oportunidade que nós tivemos de nos encantar, rir, chorar, pensar, aprender e nos emocionar com os autores que nós conhecemos, com os livros que serviram para nos moldar, com os livros que causaram pequenas e grandes reflexões em nossas vidas?
E se nós tivéssemos acesso às bibliotecas dos autores que mais nos encantam, se tivéssemos acesso às bibliotecas dos intelectuais que mais mexem com nossas perspectivas, com nossas ideologias, com a nossa idolatria, com a nossa credulidade? Seria o máximo! Nós temos que pensar nisso também. Que não apenas somos os detentores de livros que vão integrar as prateleiras de novos leitores, como nós também podemos ter acesso aos livros que sempre desejamos. Porque livro chama livro, é um ciclo maravilhoso, e os livros não podem deixar de circular. Mas temos que abraçar com vontade a ideia, a iniciativa. Todo livro que vai, volta. Os livros voltam, acredite.
Juliano, além de colaborar com a Freguesia do Livro, agora também pode aprofundar seus estudos de História da Arte para seu curso de Licenciatura, através dos livros que a Freguesia disponibiliza
Não precisamos doar os livros mais amados de nossas estantes, aqueles que consideramos tão intocáveis, quase objetos de decoração. Mas se temos condições, podemos simplesmente comprar um livro igualzinho aquele que é tão amado e doar para uma pessoa, um movimento, uma iniciativa ou uma biblioteca com a qual simpatizamos. Podemos doar aquele que não é tão estimado, mas que ainda assim é uma excelente leitura. Podemos doar aqueles livros que já cumpriram seu papel em nossas vidas e agora podem partir para as mãos de um novo leitor. Novos leitores. É fácil e gostoso de fazer.
Faça uma seleção dos seus livros, redescubra sua estante, sempre tem um livro que está pronto para seguir para as mãos de novos leitores
Bibliotecas abrem portas. Com a Freguesia do Livro, e também com o trabalho que realizamos ao longo de quase um ano com a Biblioteca Comunitária Sítio Vanessa estamos fazendo algo que deveria ser corriqueiro em nosso país: estamos colocando os livros nas mãos das pessoas, tornando a leitura parte da rotina delas, convencendo-as de que ler é importante, nem que seja 10 minutos por dia, apenas algumas páginas, devagarinho, sem problema nenhum em largar esse livro para passar para outro que seja mais interessante, ou que tenha uma leitura mais fácil, até que descobrindo seu próprio gosto, a pessoa mais adiante tenha a autonomia de saber exatamente qual autor gosta, e que tipo de leitura a apetece.
As bibliotecas precisam falar a língua do povo e deixarem de ser instituições estáticas. O mundo está num movimento muito acelerado, as bibliotecas precisam estar onde as pessoas estão e falar a língua delas para que os livros possam fazer parte dos hábitos e costumes dessas pessoas.
O Brasil não é um país bem abastecido de bibliotecas, não compre essa ideia. Ter uma biblioteca na cidade, com acervo de 23 mil livros por exemplo não significa que a biblioteca tenha uma abertura para qualquer pessoa, uma abordagem ou uma aproximação com o povo, ou que tenha uma gestão voltada para o povo. Não significa que a biblioteca tenha encontrado uma maneira de se comunicar com as pessoas daquela cidade, e de fazer parte de verdade da vida das pessoas daquela região. Ainda encontramos pessoas que têm aquela ideia de que biblioteca é um “órgão” ou “instituição” estática, parada no tempo, com estantes e livros cuidadosamente enfileirados, inalcançáveis ao cidadão comum. A biblioteca precisa acompanhar o ritmo das pessoas, achar novas maneiras de se comunicar com os mais variados tipos de pessoas, das mais variadas classes sociais e hábitos culturais, e estar presente nas vidas delas, precisa se contemporizar.
Juliano Rocha, Angela Duarte e Josiane Bibas, além de articularem a Freguesia do Livro, também são leitores que depois de ler repassam seus livros para novos leitores
As bibliotecas que a Freguesia do Livro tem ajudado a montar, as bibliotecas comunitárias, as bibliotecas livres, as bibliotecas independentes, são facilmente montadas quando há participação voluntária, coletiva, através das doações, da colaboração de pessoas que se reúnem em torno do mesmo ideal, e da transformação do pensamento que nós mesmos temos em relação aos nossos livros. As bibliotecas valorizam o ambiente de trabalho, dão uma profundidade aos relacionamentos. Se está localizada num comércio, a biblioteca adiciona valor cultural aquele ambiente que seria apenas para uma simples troca de mercadoria e de consumo material. Acesso aos livros e à leitura valoriza a comunidade. A comunidade sente-se mais confiante para lutar por suas necessidades. Uma biblioteca com livros circulando livremente dá novos ares a um local que às vezes precisa de outras intervenções, como acesso à infra-estrutura básica para levar uma vida com condições razoáveis, como por exemplo, a instalação de rede de esgoto, abastecimento de água, asfalto, prevenção de acidentes de trânsito e desastres naturais. Esse acesso facilitado aos livros também deixa as pessoas mais confiantes para buscar coisas novas em suas vidas, mas que até então não haviam surgido, por falta de oportunidades, por não saberem que havia a possibilidade.
Mas essa possibilidade existe. Comece agora a sua biblioteca ou torne a sua biblioteca acessível a mais pessoas. Doe livros. Inicie a sua biblioteca livre e comunitária. A Freguesia do Livro te ajuda a começar. Leia esse post e entenda como.
Fotos: Juliano Rocha e Daniele Carneiro
































