
* esse é o depoimento de Thea Tavares, postado no Facebook. Gostamos e pedimos a ela para colocar aqui no blog. Ficamos muito felizes.
“Já era uma delícia frequentar a Frutaria São Francisco (R. Eça de Queiroz, esquina com rua Guaratuba), no bairro Ahú – Curitiba, para comprar frutas e verduras fresquinhas, frutas secas, cereais, mel e grãos, entre outros alimentos. Mas há pouco mais de dois meses, o comércio do Nenê e da Fátima virou parada obrigatória para quem tem fome de conhecimento e se dedica a devorar poesia, literatura, história e até contos de fadas. É que esse é exatamente o mesmo tempo em que a frutaria aderiu ao movimento curitibano lítero-libertário Freguesia do Livro.
A ideia é espalhar o hábito da leitura, além de incentivar a criação de pequenas bibliotecas e, dessa forma, disponibilizar livros ao alcance de todos. Assim como o artista tem de ir onde o povo está, os livros também são expostos à freguesia do Nenê na Frutaria São Francisco. É possível emprestar publicações, devolvê-las ou retribuir os volumes com livros em bom estado que se tem em casa. Uma verdadeira feira do escambo literário.
Achei um “Distraídos Venceremos”, de Paulo Leminski, “Papillon – O homem que fugiu do inferno”, de Henri Charrière, e dois clássicos do romantismo brasileiro, que viraram filmes e novelas de época na Televisão: “A Moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo, e “A Escrava Isaura”, de Bernardo Guimarães. Estes dois últimos me remetem ao antigo 2º grau e às fichas de leitura de preparação para o vestibular lá no final da década de 80.
Já estou separando os títulos que doarei para a biblioteca da frutaria São Francisco, até me saciar com as obras que trouxe de lá hoje. Quem vai adorar saber disso é a querida Elisabeth Lemes, da Galeriatrombini Trombini. Sobretudo porque os livros do Nenê estão dispostos em caixas plásticas de frutas e verduras e foi bem assim que começou o acervo da Galeria Trombini, que soma hoje 30 mil títulos e uma comunidade de 1.750 leitores assíduos na litorânea Morretes.
Ah, vale lembrar que, com esse endereço – R. Eça de Queiroz –, a frutaria do Nenê e da Fátima era mesmo predestinada a iniciativas literárias como a da Freguesia do Livro.
Parabéns a todos os envolvidos”!
Fotos: Thea Tavares.